Ações da Pague Menos podem subir 38%, diz JPMorgan


Manuela Tecchio, do CNN Brasil Business, em São Paulo
14 de outubro de 2020 às 12:10 | Atualizado 14 de outubro de 2020 às 12:31
Pague Menos

Pague Menos: ações foram precificadas abaixo do piso no IPO

Foto: Pague Menos/Divulgação

A alta de 21% na estreia dos papéis da Pague Menos na B3 deve ser superada pela valorização em 12 meses. As ações da rede de farmácias têm potencial de subir 38%, de acordo com relatório escrito pelo JP Morgan.

Segundo documento escrito por Joseph Giordano, Eugenia Cavalheiro, Olivia B Petronilho e Nicolas Larrain, os papéis da empresa podem ser avaliados em R$ 12,50 até dezembro de 2021, dada a troca na gestão e as transformações na operação. A equipe de analistas recomenda a compra das ações.

“O plano de recuperação da companhia, que incluiu grandes mudanças no gerenciamento e o fechamento de lojas, ainda vai trazer mais benefícios. O fraco histórico financeiro dos últimos anos não deve ser tomado como referência, pois é reflexo de uma tentativa de expansão errática, liderada pela gestão anterior”, diz o documento.

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Ao que parece, o mercado financeiro prestou atenção na recomendação. Depois da publicação do relatório, os papéis (PGMN3) apresentavam alta de 2,31% para R$ 9,31, por volta das 11h30.

Ainda entre os motivos apontados pelo JP Morgan para a avaliação de “overweight” das ações está o potencial de expansão da marca, que atualmente já detém 6% em participação de mercado e segue como líder em vendas nas regiões Norte e Nordeste do país.

O banco acredita que há pelo menos 60 cidades nas regiões de maior presença da Pague Menos com demanda para pelo menos 120 novas lojas num futuro próximo. Outra possibilidade para a companhia, na visão do banco, é o fortalecimento do comércio digital.

É curioso que, na oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), os papéis da Pague Menos foram precificados em R$ 8,50, abaixo da faixa de indicativa de preço. 

No segundo trimestre, a Pague Menos registrou lucro líquido de R$ 9,1 milhões ante um prejuízo de R$ 15,5 milhões no mesmo período de 2019.

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