Reforço na credibilidade fiscal é que achatará curva de juros, diz Campos Neto

Presidente do BC disse que é impossível dizer se a Selic seguirá no mesmo nível – 2% ao ano –, mas frisou que é importante que haja credibilidade

Reuters
19 de outubro de 2020 às 13:36
Roberto Campos Neto em sua posse como presidente do Banco Central (28.fev.2019)
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta segunda-feira que o país precisa de credibilidade fiscal para atrair investimentos e para achatar a curva de juros, hoje inclinada pelas incertezas em relação à sustentabilidade das contas públicas.

Em participação online na Milken Institute Global Conference, promovido pelo Milken Institute, o presidente do BC disse que é impossível dizer se a Selic seguirá no mesmo nível – 2% ao ano –, mas frisou que é importante que haja credibilidade para que, qualquer que seja a decisão da autoridade monetária, haja transmissão para as taxas longas de juros.

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Sobre o Produto Interno Bruto (PIB), ele estimou que haverá contração de cerca de 4,5% neste ano. No fim de setembro, o BC havia projetado queda de 5% da economia em 2020 em seu Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

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