Maia acredita em convocação do Congresso em janeiro para aprovar Renda Cidadã

Para o presidente da Câmara, decisão deve ocorrer entre os dois turnos da eleição

Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN  
20 de outubro de 2020 às 19:20 | Atualizado 21 de outubro de 2020 às 11:11


 O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou à CNN que acredita em uma autoconvocação do Congresso em janeiro para conseguir aprovar a PEC Emergencial, de onde sairá o benefício do Renda Cidadã. 

"Pelas contas que estou fazendo, vai entrar pelo menos a primeira quinzena de janeiro para aprovar (a PEC Emergencial). Não é ter disposição (de trabalhar nas férias), não tem solução. A minha opinião é a de que vai ter autoconvocação, será inevitável", disse. Maia ressaltou que esta é sua opinião pessoal e caberá ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, administrar  a pauta.

Para o presidente da Câmara, essa autoconvocação deverá ser decidida entre um turno e outro da eleição, caso contrário a tarefa de aprovar um novo programa social para quem foi prejudicado pela pandemia ficará para o próximo presidente da Câmara. Maia voltou a dizer que não é candidato.

Ele também observou que antes da aprovação do Renda Cidadã, o Congresso precisa aprovar o orçamento - o que dominaria o tempo que restar das eleições neste ano. 

Leia e assista também

Renda Cidadã ficou para depois das eleições, admite relator da proposta

O Grande Debate: auxílio emergencial deve ser prorrogado pelo governo?

Guedes diz ao FMI que procura 'forma sustentável' para criar programa social

Carteira Verde Amarelo

A CNN apurou que o governo vê na aprovação da PEC Emergencial uma saída para incluir a aprovação de um dispositivo de desoneração da folha de pagamento — o que diminuiria impostos para quem contratar mão de obra pagando até um salário mínimo.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem afirmado a interlocutores que conta com o apoio especial de Maia neste item do texto,  chamado de carteira verde e amarelo. 

Guedes e Maia têm jogado junto na defesa do teto fiscal. "O custo de furar o teto é muito maior do que o benefício de agregar mais pessoas no Bolsa Família. No final, são essas pessoas que vão pagar a conta com mais força", disse Rodrigo Maia, à CNN

"O governo não abre mão de criar o Renda Cidadã. Mas não pode fazer isso passando o recado ao mercado de que vai romper com o teto", emendou uma fonte próxima de Guedes.