Renner, Santander e Weg: 11 ações que respeitam ambiente e sociedade, segundo BB


Juliana Elias, do CNN Brasil Business, em São Paulo
22 de outubro de 2020 às 11:51 | Atualizado 22 de outubro de 2020 às 13:38
Unidade das lojas Renner

A Renner está entre as empresas da bolsa de valores com a nota ESG mais alta

Foto: Divulgação

As Lojas Renner (LREN3), a fabricante de cosméticos Natura (NTCO3) e o banco Santander (SANB11) são algumas das dez empresas listadas em bolsa no Brasil com as gestões mais responsáveis em termos sociais e ambientais, de acordo com uma seleção feita pelo BB Investimentos. O banco listou as empresas com as melhores notas ESG, sigla em inglês para as políticas voltadas para “meio ambiente, sociedade e governança”.

A lista inclui ainda as companhias de papel e celulose Suzano e Klabin, a fabricante de alimentos cearense M. Dias Branco, a Sabesp (Companhia de Saneamento de São Paulo), a locadora de veículos mineira Localiza, a fabricante de equipamentos industriais catarinense Weg, além dos bancos Bradesco e Itaú. 

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“O principal objetivo desta seleção é o de satisfazer uma demanda cada vez maior dos investidores pelo tema ESG, visando auxiliá-los em suas decisões de investimento neste novo universo que se consolida nos mercados financeiros em todo o mundo, inclusive aqui no Brasil”, escreveu a equipe de análises da BB Investimentos em relatório distribuído aos clientes na terça-feira (20).

É a primeira vez que o braço de investimentos do BB formula uma seleção de ações aos clientes com o recorte específico das empresas que possuem as melhores práticas no sentido de controlar os impactos dos seus negócios dentro e fora da empresa.  

O ESG é um conceito relativamente novo, mas que cresce rápido, em especial em mercados maduros como o europeu, onde a exigência de que as empresas tenham práticas rigorosas de gestão já é pré-requisito de investimentos para diversos fundos. No Brasil, já começam a surgir os primeiros fundos que investem apenas em empresas com práticas claras de controle desses riscos.

O entendimento é que, quanto mais alto o nível dessas políticas, menores os riscos de a companhia se expor a escândalos, acidentes ou imprevistos que possam afetar sua imagem e seu valor de mercado.

“Os investidores estão cada vez mais incorporando o possível impacto de fatores relacionados a ESG em seus modelos de ativos. Tal análise tenta incorporar, por exemplo, qual seria o impacto do endurecimento da legislação ambiental no fluxo de caixa de uma companhia que não possui práticas ambientais sustentáveis”, diz o relatório do BB Investimentos. 

“De modo geral, ativos de empresas com bons indicadores relacionados aos aspectos ESG tendem a apresentar melhor performance, bem como menor volatilidade, dada a percepção de risco menor destas companhias.”

Critérios
As empresas selecionadas no top 10 da BB Investimentos estão classificadas de acordo com sua nota ESG, uma espécie de rating – como os rating de crédito, dado por agências como Moody’s e S&P –, mas voltado para as práticas sustentáveis. 

As notas vão de A+, para as melhores, a D-, para as piores, e partem da base de dados da companhia de dados de mercado global Refinitiv. 

As notas são dadas a partir de uma lista com mais de uma centena de critérios, que vão desde controle de emissões e uso racional dos recursos até diversidade nas equipes, combate ao trabalho infantil e controle de corrupção. 

Todas as 10 empresas da seleção ESG do BB Investimentos possuem nota superior a B-, uma espécie de linha de corte para o “grau de investimento” em que ficam as mais responsáveis.

Para chegar à lista final, os analistas também aplicaram outros critérios além da nota. Um deles é que a empresa esteja listada em ao menos um dos três índices de sustentabilidade montados pela B3: o Índice de Governança Corporativa (IGC), o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) e o Índice Carbono Eficiente (ICO2).

Além disso, as companhias também devem estar de fora de uma outra lista: o ESG Controversy, ou indicador de controvérsias, também monitorado pela Refinitiv. “Ele monitora escândalos, disputas judiciais e uma série de outros eventos que podem impactar negativamente a companhia e diminuir o seu indicador ESG combinado”, explicou o analista da BB Investimentos Henrique Tomaz.

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