Como o Pix pode substituir o dinheiro em espécie no futuro

Arthur Igreja, especialista em Tecnologia e Inovação, falou sobre o novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central

Da CNN
24 de outubro de 2020 às 13:24 | Atualizado 24 de outubro de 2020 às 13:37

Falta pouco para o início das operações do Pix, o novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, que já registrou 50 milhões de chaves cadastradas e entra em vigor no dia 16 de novembro.

Para Arthur Igreja, especialista em Tecnologia e Inovação, é possível que, no futuro, o Pix seja usado para muito mais do que apenas pagamentos e transferências bancárias, apesar do Brasil ainda estar distante da realidade cashless, ou seja, utilizar menos o dinheiro em espécie.

"No futuro, o que podemos imaginar é algo parecido com o que já aconteceu em outros países. O Pix funciona como uma identificação, ali estão os seus dados cadastrais. A tendência é que no futuro as pessoas passem a usar o Pix como ingressos de shows. Ele também pode substituir o ticket do metrô, e por aí vai", citou em entrevista à CNN neste sábado (24).

Igreja lembrou que a impressão do dinheiro em espécie tem um custo alto para o Banco Central, além de um risco maior de ser levado em assaltos ou outras formas de extravios.

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Mas se o Pix pode ameaçar de certa forma a moeda em papel, o "dinheiro plástico" dos cartões está mais seguro.

"Em relação ao cartão de crédito, a zona de intersecção é menor porque há o parcelamento, é um outro tipo de relacionamento, mas o impacto no cartão de débito pode ser grande", ressaltou o especialista.

(Edição de texto: Luiz Raatz)