Havan, de Luciano Hang, desiste de IPO

Só em outubro, oito empresas nacionais já desistiram dos planos de listagem na B3.

Renato Carvalho, do Estadão Conteúdo
27 de outubro de 2020 às 17:42

Loja da Havan, em Pinhais, no Paraná (02.MAR.2018)

Foto: Divulgação

A rede varejista Havan protocolou junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a desistência da realização de sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). De acordo com informações no site da autarquia, a desistência foi formalizada na segunda-feira (26).

Segundo o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) apurou no início deste mês, os bancos coordenadores já haviam recomendado que a Havan não finalizasse a operação nesta janela, por conta da alta volatilidade do mercado de ações.

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A ideia era que a empresa passe mais tempo em reuniões com investidores, para beneficiar o entendimento do negócio. O prospecto da companhia foi protocolado na CVM no fim de agosto.

Da tranche primária, os recursos seriam utilizados para os investimentos em expansão de lojas e do centro de distribuição, tecnologia e reforço no capital de giro.

A varejista nasceu em Santa Catarina e hoje são 147 lojas físicas, muitas com a "marca" de terem na fachada uma réplica da Estátua da Liberdade. A expectativa da Havan era estrear na Bolsa com um valor de mercado próximo a R$ 70 bilhões.

O movimento é um revés para o empresário Luciano Hang, um notório apoiador do presidente Jair Bolsonaro. Com a oferta anunciada em agosto, Hang planejava vender uma fatia da icônica cadeia de lojas .

Só em outubro, oito empresas nacionais já desistiram dos planos de listagem na B3.

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