Tesouro: Dívida Pública avançou 2,59% em setembro para R$ 4,526 trilhões

No mês passado, a emissão de R$ 155,267 bilhões em títulos públicos foi a segunda maior da história, perdendo apenas para o total de julho

Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília
27 de outubro de 2020 às 16:32 | Atualizado 27 de outubro de 2020 às 19:54

 

Com estoque em R$ 4,526 trilhões, a Dívida Pública Federal (DPF) brasileira avançou 2,59% em setembro, na comparação com agosto, quando o montante era de R$ 4,412 trilhões. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional nesta terça-feira (27). 

A DPF, que inclui o endividamento interno e externo do governo federal, é a emissão de títulos públicos pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo, que arrecada menos do que gasta. 

No mesmo período, a dívida pública mobiliária interna teve avanço de 2,56%, para R$ 4,281 trilhões.

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Segundo o Tesouro, a alta é explicada pela maior emissão de títulos públicos, que somou R$ 155,267 bilhões no mês passado. Esse foi o segundo maior número da série histórica, atrás somente do valor emitido em julho deste ano. 

Já o volume de papéis resgatados, ficou em R$ 74,566 bilhões em setembro. Assim, a emissão líquida foi de R$ 80,701 bilhões. Outro fator que contribuiu para o avanço da DPF foram os gastos com juros, que totalizaram R$ 33,69 bilhões no mês passado. 

De acordo com o Tesouro Nacional, o objetivo de manter o volume de emissões acima da média em setembro foi suprir a necessidade de financiamento do governo federal, bem como garantir, nas projeções, a manutenção do caixa acima do limite prudencial. 

"Nesse contexto, o volume de emissões e as emissões líquidas registraram o segundo maior número de suas respectivas séries históricas, atrás apenas dos valores observados em julho de 2020", informou a pasta. 

Detentores

Ao contrário da tendência de meses anteriores, a participação de investidores estrangeiros subiu em setembro, de 9,40% para 9,44%. Em valor absoluto o volume de não residentes no mercado de títulos públicos saiu de R$ 392,51 bilhões para R$ 404,16 bilhões. 

O destaque entre os detentores, no entanto, ficou com as instituições financeiras, que representaram 27,43% na dívida interna. Já os fundos de investimentos foram responsáveis por 26,39% da DPF em setembro. 

Dívida interna e externa

A dívida externa, que é a emissão de títulos no mercado internacional, registrou alta de 3,21% em setembro, ante agosto. No total a DPFe somou R$ 245,89 bilhões. 

O estoque Dívida Pública Federal Mobiliária Interna (DPMFi), que é quando as operações de compra e venda de papéis são realizadas em real, avançou 2,56% no mês passado, fechando em R$ 4,28 trilhões.

A equipe econômica espera forte crescimento do endividamento público neste ano. Segundo estimativa do Tesouro Nacional, atualizada em agosto, a dívida poderá chegar a R$ 4,9 trilhões em 2020.

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