Bunge vê lucro ajustado quase dobrar no trimestre e melhora projeções para o ano

O lucro líquido no terceiro trimestre foi de US$ 262 milhões, ou US$ 1,84 por ação, em comparação com prejuízo de US$ 1,49 bilhão, um ano antes

Karl Plume e Arunima Kumar, da Reuters
28 de outubro de 2020 às 12:55
Bunge: fortes margens de processamento de soja e demanda robusta por ração animal e óleos vegetais impulsionaram os resultados no setor de agronegócio
Foto: REUTERS/Paulo Whitaker

O grupo de commodities agrícolas Bunge registrou um aumento de 91% no lucro trimestral ajustado, informou a companhia nesta quarta-feira (28), com fortes margens de processamento de soja e uma demanda robusta por ração animal e óleos vegetais impulsionando seus resultados no setor de agronegócio.

A Bunge melhorou as projeções de lucro para o ano, pelo segundo trimestre consecutivo, ao prever um lucro em 2020 de US$ 6,25 a US$ 6,75 por ação. A companhia citou resultados melhores que o esperado no agronegócio e um horizonte mais favorável para sua unidade de óleos apesar da pandemia de coronavírus.

"Olhando para o próximo ano, nós esperamos que muitas tendências favoráveis continuem, com a demanda por nossos produtos continuando forte. Nós também esperamos demanda global adicional por óleos vegetais a partir do crescimento dos biocombustíveis", disse o presidente-executivo, Greg Hackman.

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Comerciantes de grãos como a Bunge e suas rivais Archer Daniels Midland, Cargill e Louis Dreyfus, conhecidas como "ABCD" dos grãos, enfrentaram contratempos com a pandemia devido ao fechamento de restaurantes e redução em viagens, que impactaram a demanda por alimentos e combustível.

Mas elas enfrentaram a crise melhor que outras indústrias, e a Bunge disse que suas fábricas continuaram a operar perto dos níveis normais.

Os ganhos do agronegócio mais que dobraram, para US$ 467 milhões, com margens robustas na América do Sul, Europa e Ásia mais que compensando resultados mais fracos nos EUA. Vendas ativas de grãos por fazendeiros na América do Sul e preços em alta também ajudaram nos resultados da unidade, a maior da Bunge.

Os óleos comestíveis tiveram um desempenho melhor do que o esperado, embora os resultados tenham caído na comparação anual.

O lucro líquido atribuível à Bunge no terceiro trimestre encerrado em 30 de setembro foi de US$ 262 milhões, ou US$ 1,84 por ação, em comparação com prejuízo de US$ 1,49 bilhão, um ano antes, quando a Bunge teve baixas contábeis de cerca de US$ 1,7 bilhão.

Em uma base ajustada, a Bunge registrou lucro de US$ 2,47 por ação, acima dos US$ 1,28 por ação do ano anterior.

As vendas líquidas caíram 1,6% para US$ 10,16 bilhões.

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