Geração solar atinge marca de 400 mil consumidores no Brasil, alta de 118%

A tecnologia solar fotovoltaica já está presente em mais de 5 mil municípios e em todos os estados brasileiros

Denise Luna, do Estadão Conteúdo
04 de novembro de 2020 às 16:56 | Atualizado 04 de novembro de 2020 às 16:58
Painéis de energia solar em Porto Feliz, no interior de SP

 

Foto: Amanda Perobelli/Reuters

O Brasil acaba de atingir a marca de 400 mil unidades consumidoras de geração distribuída solar fotovoltaica, crescimento de 118% nos últimos 12 meses, com adição de mais 214 mil consumidores no período, informou a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

A tecnologia já representa mais de 3,8 gigawatts (GW) de potência instalada operacional, sendo responsável pela atração de mais de R$ 19 bilhões em novos investimentos desde 2012.

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Os consumidores residenciais representam 68,8% desse total, seguido por empresas dos setores de comércio e serviços (20,2%), consumidores rurais (8%), indústrias (2,6%), poder público (0,4%) e outros tipos, como serviços públicos (0,03%) e iluminação pública (0,01%).

Em potência instalada, os consumidores dos setores de comércio e serviços lideram o uso da energia solar fotovoltaica, com 38,8% do total no País, seguidos de perto por consumidores residenciais (38%), consumidores rurais (13,2%), indústrias (8,8%), poder público (1,1%) e outros tipos, como serviços públicos (0,1%) e iluminação pública (0,02%), informou a associação.

A tecnologia solar fotovoltaica já está presente em mais de 5 mil municípios e em todos os estados brasileiros. Entre os cinco municípios líderes na solar distribuída, estão Uberlândia (MG), Cuiabá (MT), Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE) e Teresina (PI), respectivamente.

A Absolar ressalta, porém, que embora tenha avançado nos últimos anos, o Brasil – detentor de um dos melhores recursos solares do planeta – continua com um mercado ainda pequeno em geração distribuída diante dos mais de 85,9 milhões de consumidores de energia elétrica. Atualmente, menos de 0,5% da população faz uso do sol para produzir eletricidade.

"A energia solar terá função cada vez mais estratégica para o atingimento das metas de desenvolvimento econômico do País, sobretudo neste momento, para ajudar na recuperação da economia após a pandemia, já que se trata da fonte renovável que mais gera empregos no mundo", aponta o CEO da Absolar, Rodrigo Sauaia. O setor já gerou 110 mil empregos nos últimos oito anos, segundo a associação.

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