Eletrobras tem lucro líquido de R$ 96 milhões no 3º trimestre, queda de 87%

Os resultados do trimestre foram impactados, principalmente, pela redução de receita de geração, em R$ 866 milhões, ocasionada pela parada de Angra 1 e 2

Niviane Magalhães, do Estadão Conteúdo
12 de novembro de 2020 às 07:55 | Atualizado 12 de novembro de 2020 às 15:45

Logo da Eletrobras: empresa viu o seu lucro despencar no 3º trimestre

Foto: Reuters/Brendan McDermid

A Eletrobras (ELET6) teve lucro líquido de R$ 96 milhões no terceiro trimestre de 2020, queda de 87% na comparação com os R$ 716 milhões apurados no mesmo intervalo de 2019.

De acordo com a estatal de energia, os resultados do trimestre foram impactados, principalmente, pela redução de receita de geração, em R$ 866 milhões, ocasionada pela extensão da parada de Angra 1 e 2 além do período previsto, pelo ressarcimento por não atendimento de inflexibilidade da Usina Candiota III e pelo término, em 2019, de contratos no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), de cerca de 672MW médios, por Furnas e Eletronorte.

A Eletrobras destaca ainda que o resultado também foi pressionado pelo aumento de provisões de contingências de R$ 941 milhões, com destaque para R$ 377 milhões relativos às contingências judiciais que discutem a correção monetária de empréstimo compulsório, especialmente em decorrência de reclassificação de risco de um processo específico de R$ 219 milhões.

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O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 1,957 bilhão, baixa de 29% frente aos R$ 2,766 bilhões reportados no terceiro trimestre de 2019.

A margem Ebitda caiu de 38% para 26% em um ano. Já o Ebitda recorrente da estatal, que exclui custos extraordinários com planos de aposentadoria extraordinária (PAE) e demissão consensual (PDC), despesas com investigação independente, provisões para contingência e perdas em investimentos, contratos onerosos, impairment e outros efeitos, foi de R$ 3,202 bilhões, retração de 18% na mesma base de comparação.

Enquanto isso, a receita operacional líquida passou de R$ 7,320 bilhões no terceiro trimestre de 2019 para R$ 7,431 bilhões no mesmo trimestre deste ano, com crescimento de 1,5%, influenciada pelo efeito positivo da receita de transmissão em razão da nova estimativa de recebimento da RAP (Receita Anual Permitida) RBNI (base incremental), devido à Revisão Tarifária Periódica 2018-2023, ocorrida em julho de 2020, com efeito retroativo a 2018, impactando positivamente o resultado em R$ 819 milhões.

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