Brexit: O tempo está passando para o Reino Unido

No momento, os investidores acham que é mais provável que o Reino Unido feche um acordo reduzido que cubra o comércio, mas ainda há muita incerteza

Julia Horowitz, do CNN Business, de Londres
17 de novembro de 2020 às 05:00
Palácio de Buckingham em Londres, em abril: Brexit continua sendo uma incerteza
Foto: Henry Nicholls/Reuters

Quando o Reino Unido deixou o bloco no início deste ano, ambas as partes concordaram com um período de transição que duraria até 31 de dezembro. Quase um ano depois, o governo do Reino Unido ainda está em negociações com seu maior parceiro comercial – e eles estão no limite da negociação.

Um apelo de líderes da UE agendado para quinta-feira (19) é visto como o novo prazo para chegar a um projeto de acordo. Se as negociações se prolongarem por muito mais tempo, grandes problemas logísticos vinculados à sua aprovação poderão surgir.

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No entanto, diferenças importantes persistem, aumentando a perspectiva de que a Grã-Bretanha possa terminar o ano sem um acordo fechado. Isso chocaria muitas empresas e poderia causar grandes interrupções na fronteira.

“À medida que mais uma semana de negociações vai e vem, fica claro que ainda não chegamos lá, e o mesmo conjunto de questões centrais que dividiram as negociações durante grande parte deste ano permanecem, por enquanto, sem solução”, relatou o economista do ING James Smith aos seus clientes na sexta-feira (13).

No momento, os investidores acham que é mais provável que Londres feche um acordo reduzido que cubra o comércio de mercadorias. Ainda assim, há muita incerteza embutida no mercado, com potencial para grandes movimentos da libra dependendo do resultado.

A libra esterlina pode subir até US$ 1,35 se um acordo for fechado, segundo o analista de câmbio da Nomura, Jordan Rochester. Ela tem sido negociada perto de US$ 1,31 nos últimos dias. Sem um acordo, disse ele, a moeda pode cair para US$ 1,20.

“O mercado não estaria pronto para um Brexit sem acordo”, pontuou Rochester. “Acho que veríamos um rebaixamento significativo."

(Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês).

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