Ibovespa fecha em alta com disparada da PetroRio; dólar cai a R$ 5,31

Esse ambiente tem feito o dólar perder força, o que pode ser bom para moedas emergentes como o real.

Matheus Prado e Leonardo Guimarães, do CNN Brasil Business
19 de novembro de 2020 às 09:20 | Atualizado 19 de novembro de 2020 às 19:05

 

A bolsa de valores de São Paulo teve um dia de ganhos à medida que a alta que já ensaiava ganhou força com uma virada dos mercados nos Estados Unidos. 

O Ibovespa fechou o pregão desta quarta-feira em alta de 0,52%, para 106.669,90 pontos. 

O grande destaque de hoje foram as ações da PetroRio (PRIO3), que dispararam 29,94% depois que a empresa comprou participações de dois blocos no pré-sal da BP. 

As ações ligadas ao turismo tiveram mais um dia positivo. A Gol (GOLL4) avançou 4,92%. A Azul (AZUL4) subiu 4,02% e a CVC (CVCB3) teve alta de 3,47%.

Na véspera, o Ibovespa fechou em baixa, refletindo movimentos de realização de lucros após máximas desde março, endossados pela correção negativa também em Wall Street.

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O dólar fechou em queda e renovou mínima em dois meses ante o real nesta quinta-feira, com o mercado espelhando a fraqueza da moeda norte-americana no exterior em meio a alguma recuperação do apetite por risco nas bolsas de valores.

No fechamento, prevaleceu a melhora do sentimento de risco, e o dólar à vista caiu 0,45%, a R$ 5,3131 reais na venda. É o menor patamar desde 17 de setembro (R$ 5,2319).

O mercado, porém, segue instável, o que fica explícito pelas variações amplas do dólar ao longo da jornada. Nesta sessão, a divisa oscilou entre alta de 0,77% (para R$ 5,3785), ainda no começo do dia, e queda de 0,74% (a R$ 5,2975) durante a tarde.

Vanei Nagem, responsável pela mesa de câmbio da Terra Investimentos, disse que "o mercado está meio morno, sonolento". No entanto, ressaltou, boa parte das expectativas gira em torno do desenvolvimento das vacinas, que pode ter potencial de pressão para o dólar dentro de um cenário favorável a sua rápida produção e distribuição.

Lá fora 

Os mercados de ações nos Estados Unidos encerraram em alta nesta quinta-feira, com novas esperanças de estímulo impulsionando o sentimento do investidor ao fim de uma sessão repleta de preocupações com crescentes fechamentos de negócios e dispensas devido ao aumento de taxas de infecção por Covid-19.

Todos os três principais índices acionários receberam impulso depois de o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, afirmar que o líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, concordou em retomar negociações para elaborar um novo pacote de alívio fiscal.

O Dow Jones subiu 0,15%, o S&P 500 ganhou 0,39% e o Nasdaq Composite teve alta de 0,76%.

Os principais índices acionários europeus fecharam em baixa nesta quinta-feira em dia de cautela em meio ao avanço da covid-19 no continente. 

O índice pan-europeu Stoxx-600 fechou com variação negativa de 0,75%, aos 387,60 pontos. O papel de melhor desempenho nesta quinta-feira do índice foi o da HelloFresh, empresa alemã do ramo alimentício, com crescimento de 6,55%. 

As ações europeias caíram nesta quinta-feira, já que os investidores temiam outra rodada de paralisações devido ao aumento dos casos de coronavírus em todo o mundo, com as ações cíclicas vinculadas ao crescimento liderando as perdas nos mercados regionais.

O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,72%, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,75%, recuando de uma máxima em oito meses atingida nesta semana.

Os índices acionários da China fecharam em alta nesta quinta-feira, liderados pelos papéis de consumo, com investidores comemorando as notícias de promessa de Pequim de impulsionar o consumo doméstico e promover um modelo de crescimento pela inovação para salvar a economia após a pandemia.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,74%, enquanto o índice de Xangai teve ganho de 0,47%.

O índice de start-ups ChiNext e o STAR50 ganharam 0,9% e 1,2% respectivamente.

As ações de consumo lideraram o rali, com o índice de consumo do CSI300 e o de consumo discricionário subindo respectivamente 1,3% e 1,6%.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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