CEO do Carrefour: ‘As imagens são insuportáveis e não compactuamos com racismo’


André Jankavski, do CNN Brasil Business, em São Paulo*
20 de novembro de 2020 às 18:49 | Atualizado 20 de novembro de 2020 às 22:22

 

O presidente do Grupo Carrefour, baseado na França, Alexandre Bompard se posicionou pelo Twitter a respeito da morte por espancamento e asfixia de João Alberto Silveira, de 40 anos, em um supermercado do Carrefour Brasil (CRFB3) no Rio Grande do Sul. Para ele, “as imagens são insuportáveis” e que os seus “valores e os valores do Carrefour não compactuam com racismo e violência”.

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Segundo o executivo, as imagens são insuportáveis e ele afirmou que haverá uma revisão completa das ações de treinamentos de colaboradores e terceiros.

“Medidas internas foram imediatamente tomadas pelo Grupo Carrefour Brasil, principalmente em relação à empresa de segurança contratada”, disse Bompard.

De acordo com a sequência de mensagens do executivo, a revisão do Carrefour Brasil será acompanhada “de um plano de ação definido com o suporte de empresas externas para garantir a independência deste trabalho” e “com respeito à diversidade e dos valores de respeito e repúdio à intolerância.”

Doação para causas antirracistas

Após a morte, o Carrefour Brasil informou que toda a renda das lojas no País nesta sexta-feira (20) será revertida para projetos de combate ao racismo. Segundo a empresa, os recursos serão direcionados de acordo com a orientação de "entidades reconhecidas na área."

"Essa quantia, obviamente, não reduz a perda irreparável de uma vida, mas é um esforço para ajudar a evitar que isso se repita", afirma a empresa por meio de nota. Além disso, de acordo com o Grupo, todas as unidades abrirão duas horas mais tarde neste sábado (21).

Segundo a varejista, o período será utilizado para "reforçar o cumprimento das normas de atuação" exigidas dos funcionários próprios e também das empresas terceirizadas que prestam serviços à companhia.

(*com informações da Agência Estado)

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