Apesar de Guedes negar, auxiliares já veem chances grandes de prorrogar auxílio

Auxiliares do titular da Economia avaliam que essa possibilidade é cada vez mais real diante da indefinição sobre como financiar um novo programa social

Por Igor Gadelha, CNN  
24 de novembro de 2020 às 08:46 | Atualizado 24 de novembro de 2020 às 08:48

 

Apesar de o ministro Paulo Guedes dizer que o benefício será extinto no final deste ano, integrantes da equipe econômica veem como cada vez maiores as chances de se prorrogar o auxílio emergencial em 2021.

Em linhas gerais, auxiliares do titular da Economia avaliam que essa possibilidade é cada vez mais real diante da indefinição sobre como financiar um novo programa social para substituir o Bolsa Família.

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Paulo Guedes, ministro da Economia
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil


Além da falta de consenso sobre como bancar o programa, integrantes da equipe econômica lembram que a pauta do Congresso está travada, o que torna ainda mais difícil a aprovação do novo programa até dezembro.

“Um sentimento de vazio está chegando. Renda Brasil não vem nunca. O presidente não vai querer ficar no vácuo”, disse à CNN um secretário de Guedes. “Cada semana que passa sem definição, aumenta a chance”.

Apesar da perspectiva, a equipe econômica ainda não definiu de onde sairão os recursos para as novas parcelas do auxílio em 2021, quando não haverá o “orçamento de guerra”, que permite furar o teto de gastos.

Auxiliares de Guedes já defendem nos bastidores, no entanto, que, se houver prorrogação do benefício nos primeiros meses do próximo ano, o valor deverá ser menor do que os R$ 300 atuais.