Barros reage à cobrança de Maia sobre pauta econômica: 'ele pode pautar'

O líder do governo não gostou de ouvir do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que a vaidade do governo atrasou as reformas na Casa, em especial a tributária

Chico Prado, da CNN, em Brasília
30 de novembro de 2020 às 19:03 | Atualizado 30 de novembro de 2020 às 19:15

 

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), reagiu nesta segunda-feira (30) à cobrança do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que o governo precisa apresentar propostas para organizar as contas públicas, conter o endividamento e aprovar o Orçamento de 2021 respeitando o teto de gastos.

À CNN, Barros disse que Maia “pode pautar a reforma tributária”, que ainda não teve o parecer final da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentado pelo relator Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), o que pode acontecer nesta semana.

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Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara dos Deputados
Foto: CNN (17.nov.2020)


O líder do governo reiterou que a equipe econômica do governo já apresentou o Projeto de Lei de criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que propõe a substituição de PIS E Cofins, com alíquota única de 12%.

Sobre as sessões da Câmara, que há mais de dois meses têm sido marcadas uma vez por semana apenas, Barros respondeu que “é Maia quem marca”, ao falar sobre a definição do que pode ou não ser votado na Casa.

Depois de uma reunião com líderes da base aliada nesta manhã, o líder do governo reafirmou que está mantida a pauta da sessão da próxima quarta-feira (2), com temas que já vinham sendo discutidos, mas que não foram votados por causa do período de eleições municipais e de obstruções no plenário, impostas por partidos do centrão e pela oposição.

Cabotagem

Um dos projetos de interesse do governo, incentiva a cabotagem, que é a navegação de embarcações estrangeiras entre portos brasileiros e que vem sendo chamado de “BR do Mar.” O texto tramita em regime de urgência e, por isso, tem trancado a pauta e impedido que outras propostas sejam analisadas pelos deputados.

Casa Verde Amarela

Há também a Medida Provisória que cria o programa habitacional “Casa Verde e Amarela”, de financiamento para construção e reforma de casas para famílias com renda mensal de até R$ 7 mil na área urbana e de até R$ 84 mil anuais na zona rural. 

A ideia da marca é substituir o Minha Casa Minha Vida, criado no governo Lula, em 2009.

Dinheiro para Vacina

Outra Medida Provisória pautada, é a que libera crédito de quase R$ 2 bilhões para a compra de tecnologia e produção de vacinas contra a Covid-19.

O destino da verba é o contrato entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ligada ao ministério da Saúde, e o laboratório AstraZeneca, que desenvolve uma vacina em parceria com a universidade de Oxford, no Reino Unido.

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