Caso Carrefour mostra que ESG não é modismo – e isso impacta seus investimentos

“O ESG não é modismo, algo para inglês ver”, diz Renata Biselli, superintendente do Santander Private Banking. Entenda mais sobre o tema no "O que eu faço?"

Do CNN Brasil Business, em São Paulo
30 de novembro de 2020 às 07:14 | Atualizado 30 de novembro de 2020 às 11:41
Podcast O que eu faço
CNN lança podcast para tirar dúvidas sobre investimentos em tempos de crise
Foto: Divulgação

O ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança Corporativa) voltou para a pauta nas últimas semanas. Não que ele, em algum momento, tenha perdido a importância. Ao contrário.

Mas o assassinato do homem preto João Alberto Silveira Freitas em uma unidade do Carrefour (CRFB3) por seguranças contratados pela varejista mostrou o quanto as empresas precisam se atentar para fatos além do lucro, crescimento e distribuição de dividendos.

 As ações da empresa despencaram mais de 5% na segunda-feira (23) e, até o fim da semana, ainda não tinha se recuperado. E acostume-se: cada vez mais, a variação dos seus investimentos será impactada por temas relacionados a essas três letrinhas.

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Para quem não se lembra, o ESG fala sobre o papel das empresas na sociedade, meio ambiente e na governança corporativa. Ou seja, a última linha do balanço continuará importando bastante, mas não será só isso.

“O ESG não é modismo, algo para inglês ver”, diz Renata Biselli, superintendente do Santander Private Banking. “Há muita gente que não dá a real para esse tema, mas elas vão precisar repensar.”

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Para Biselli, o caso do Carrefour só ajudou a dar ainda mais importância para esse tema. E, do mesmo jeito que há situações absurdas como assassinato de Freitas, outras empresas dão exemplo positivos. O Magazine Luiza (MGLU3), com o seu programa de trainee exclusivo para negros, é um desses exemplos, de acordo com a executiva.

O Carrefour, por sua vez, tenta correr atrás do prejuízo. A empresa já anunciou milhões de reais em doaçãopara associações e causas antirracistas. Agora, a companhia precisará convencer os investidores de que isso é para valer. 

“Em um futuro próximo, não vai mais existir a compra de um papel sem pensar nos aspectos ESG da companhia”, diz Biselli.

No podcast “O que eu faço?”, comandado por Fernando Nakagawa e Luciana Barreto, ela explica mais como identificar as empresas com as melhores práticas.

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