Boeing volta a cortar produção do avião 787 Dreamliner

Produção é reduzida pela quarta vez, após nenhuma entrega em novembro, diz vice-presidente financeiro Greg Smith

Por Eric M. Johnson e Tim Hepher, da Reuters
04 de dezembro de 2020 às 19:44
Avião decola do Aeroporto Internacional de Dubai, nos Emirados Árabes
Avião decola de Aeroporto 
Foto: Christopher Pike - 15.fev.2019 / Reuters

A Boeing está reduzindo a produção de seu 787 Dreamliner pela quarta vez em 18 meses, após nenhuma entrega em novembro, de acordo com o vice-presidente financeiro da companhia, Greg Smith, com recentes falhas de produção agravando os atrasos oriundos da crise desencadeada pelo coronavírus.

A redução de seis para cinco jatos por mês ocorrerá em 2021 e segue a queda na demanda por jatos de longo curso.

"Temos um grande número de aeronaves 787 não entregues", disse Smith em uma conferência do Credit Suisse.

Leia também
Demanda por voos da Gol cai 43,8% em novembro ante o mesmo mês de 2019
Desistiu da viagem de fim de ano? Saiba seus direitos

As entregas diminuíram ainda mais por causa das inspeções ligadas a falhas de produção do 787 nos últimos meses, que os reguladores dos Estados Unidos estão investigando.

As inspeções de qualidade extra estão demorando mais do que o esperado e continuarão reduzindo as entregas em dezembro, acrescentou o executivo.

A ação da Boeing caía nesta sexta-feira, após alta acentuada na véspera na esteira de um pedido do 737 MAX, que retorna ao serviço neste mês após uma proibição de segurança de 20 meses.

Durante a suspensão do 737 MAX, a Boeing confiou fortemente no 787 para conter a saída de recursos do caixa, mas a demanda por esses modelos de fuselagem larga foi duramente atingida pela pandemia, piorando o excesso de oferta.

A Boeing já havia cortado a produção planejada do 787 três vezes, de um pico de 14 por mês desde meados do ano passado.

Anteriormente, havia aumentado a produção na esperança de chegar a um acordo para fornecer dezenas de jatos para a China, mas as perspectivas diminuíram em meio às tensões comerciais com os EUA, seguidas pela pandemia.

Clique aqui para acessar a página do CNN Business no Facebook