Eletromidia vai abrir capital e quer usar recursos para fazer aquisições

Companhia de painéis de publicidade pediu nesta quinta-feira o registro para uma oferta inicial de ações (IPO)

Aluísio Alves, da Reuters
10 de dezembro de 2020 às 20:22
Vista de cerimônia de estreia de negociação de ações na B3
Foto: REUTERS/Paulo Whitaker

A empresa de painéis de publicidade Eletromidia pediu nesta quinta-feira o registro para uma oferta inicial de ações (IPO), uma vez que buscará recursos para expansão orgânica e via aquisições.

A companhia, detentora de 54 mil painéis tanto digitais como estáticos expostos em locais como elevadores, metrô, shopping centers e aeroportos, terá a oferta coordenada por Morgan Stanley, Itaú BBA, Bradesco BBI, Santander e UBS-BB.

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A empresa fundada em 1993, com sede em São Paulo, e que se apresenta como a maior do setor no país, vem há cinco anos se expandindo via aquisições. Em janeiro passado comprou a rival Elemidia.

Ainda assim, a companhia teve Ebitda negativo de 14,5 milhões nos primeiros nove meses deste ano, ante número positivo de 31,5 milhões em igual etapa de 2019, refletindo a retração econômica pelos efeitos da pandemia da Covid-19.

A Eletromidia explica no prospecto preliminar do IPO que pretende usar os recursos da oferta primária para executar seu plano de expansão, investir em tecnologia, fazer "aquisições oportunísticas" e obter novas concessões.

Em termos orgânicos, a empresa estima que haja um conjunto de concessões públicas e privadas para os próximos cinco anos com um potencial de receita adicional de R$ 750 milhões, com foco nos segmentos de aeroportos e ruas.

Os fundos Vesuvius LBO e Olonk serão vendedores na oferta secundária de ações.

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