Número de negócios na bolsa cresce 83% e B3 amplia investimentos para 2021

Na média, foram negociados 3 milhões de contratos por dia na bolsa de valores em novembro, 82,7% acima de novembro de 2019

Alberto Alerigi Jr. e Paula Arend Laier, da Reuters
10 de dezembro de 2020 às 20:43 | Atualizado 10 de dezembro de 2020 às 20:46
Funcionário caminha pelos corredores da B3
Foto: Leonardo Benassatto/Reuters

A B3 (B3SA3) projeta investimentos de R$ 420 milhões a R$ 460 milhões no próximo ano, um pouco acima da faixa de R$ 395 milhões a R$ 425 milhões estimada para 2020, de acordo com fato relevante publicado nesta quinta-feira.

A alavancagem financeira medida pela dívida líquida sobre o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente dos últimos 12 meses está calculada em 1,5 vez em 2021, de 1,2 vez neste ano.

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As despesas ajustadas devem ficar entre R$ 1,225 bilhão e R$ 1,275 bilhão no ano que vem, de R$ 1,125 bilhão a R$ 1,175 bilhão em 2020, com as despesas atreladas ao faturamento passando a R$ 225 milhões a R$ 265 milhões em 2021, de R$ 170 milhões a R$ 200 milhões no exercício corrente.

A B3 também afirmou que tem como alvo para 2020 e 2021 distribuir entre 120% e 150% do seu lucro líquido societário aos seus acionistas, na forma de juros sobre capital próprio, dividendos, recompra de ações ou outros instrumentos aplicáveis.

Em comunicado separado, a empresa de infraestrutura de mercado financeiro reportou que o volume financeiro médio negociado diariamente no segmento listado de ações ficou em R$ 34,177 bilhões, alta de 74,9% ano a ano.

Na média diária, foram negociados 3 milhões de contratos por dia, alta de 82,7% acima de novembro de 2019, com a receita por contrato caindo 4,7% na mesma base de comparação.

No fim de novembro, a B3 registrou 3.205.871 investidores ativos, alta de 98,3% ano a ano, e tinha 407 empresas listadas, de 390 companhias um ano antes, com a capitalização alcançando R$ 4,476 trilhões, de R$ 4,364 trilhões um ano antes.

No segmento listado de juros, moeda e mercadorias, o volume médio diário de derivativos somou 3,88 milhões de contratos, queda de 22,8% ano a ano. A RPC, por sua vez, cresceu 83% na base anual.

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