Pix: Faturas de celular poderão ser pagas com sistema do Banco Central

O BC diz que a utilização do Pix para pagamento do celular será feita gradualmente, de forma autônoma, voluntária e independente pelas empresas”

Washington Luiz, colaboração para o CNN Brasil Business, em São Paulo
16 de dezembro de 2020 às 20:04 | Atualizado 16 de dezembro de 2020 às 20:08
Foto: Unsplash

O Banco Central (BC) informou, nesta quarta-feira (16), que as faturas de celular também poderão ser pagas por meio do Pix, sistema de transferência eletrônico lançado pela instituição. A funcionalidade é resultado de uma parceria entre o BC e o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) e deve estar disponível a partir de março de 2021, quando começa a funcionar o Pix Cobranças. 

Em nota, o BC destacou que “a parceria tem o objetivo de proporcionar o Pix como alternativa, melhorando a experiência de pagamento dos usuários e a gestão financeira dos recebimentos das empresas de telefonia móvel."

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Além disso, a autarquia "reforça o Pix como uma alternativa de pagamento entre a população brasileira. A utilização do Pix para pagamento do celular será feita gradualmente, de forma autônoma, voluntária e independente pelas empresas”. 

Com a assinatura do acordo, será criado um grupo de trabalho para avaliar a melhor forma de implementar a nova modalidade de pagamento nas faturas de telefonia pós-paga.

Essas faturas são diferentes das utilizadas em outros serviços por serem consideradas como documento fiscal e por terem diversas características reguladas e específicas para o setor.

Pix

O Pix completou um mês de funcionamento nesta quarta-feira (16). Nos últimos 30 dias, a ferramenta teve mais de 116 milhões de chaves cadastradas por 49,4 milhões de usuários.

De acordo com o BC, 46,4 milhões de consumidores usam a plataforma. O número corresponde a 48% da população economicamente ativa do país – composta por 96,1 milhões de pessoas, de acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Destas 116 milhões de chaves cadastradas, a maior parte corresponde ao número de CPF dos usuários, 40,2 milhões, seguidos por chaves aleatórias, 29,1 milhões, número de celular, 25,9 milhões, endereço de e-mail, 8,2 milhões e, por fim, CNPJ: 2,5 milhões.

Em 4 de janeiro o Pix Cobranças entraria em operação, no entanto, o lançamento foi adiado para março. A nova funcionalidade será semelhante ao boleto bancário e permitirá que empresas gerem QR Codes para receber valores. 

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