Vacinação em massa é esperança e capítulo mais importante da luta, diz Guedes

Em balanço do ano, ministro disse que, com vacina e retorno seguro ao trabalho, Brasil poderá sustentar "voo econômico"

Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília
18 de dezembro de 2020 às 12:46 | Atualizado 18 de dezembro de 2020 às 13:35


 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o capítulo mais importante da luta no combate à pandemia de Covid-19 e seus impactos vêm agora com a vacinação em massa da população brasileira. "Agora, a grande esperança é a vacinação em massa para garantir o retorno seguro ao trabalho", defendeu durante sua última coletiva de imprensa do ano, nesta sexta-feira (18). 

Segundo ele, com a vacina e o retorno seguro ao trabalho, o Brasil vai bater as duas asas (economia e saúde) e poderá sustentar "voo econômico". 

"Só é possível sustentar essa recuperação econômica e esse desafio que vem a frente, que é transformar a recuperação cíclica em retomada sustentável com base nos investimentos, que só será possível com o retorno seguro ao trabalho, que exige a vacinação em massa", reforçou. 

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O ministro da Economia, Paulo Guedes
Foto: Alan Santos/PR (22.set.2020)


Assim como o presidente da República, Jair Bolsonaro, Guedes ainda defendeu uma vacinação voluntária. No entanto, falou sobre a disponibilização de "todas as vacinas" para que o brasileiro escolha, de forma individualizada. "Qualquer brasileiro pode escolher a vacina que ele quer tomar, não paga pela vacina, e escolhe se quer tomar. Então, essa vacinação é o que precisamos para que a asa da saúde bata ao mesmo tempo que a asa da recuperação econômica". 

"13º ao Bolsa Família é crime"

O ministro ainda comentou sobre o não pagamento do 13º aos beneficiários do Bolsa Família. De acordo com ele, atender tal demanda levaria o governo a cometer crime de responsabilidade fiscal. 

"Temos que escolher: ou você comete um crime de responsabilidade e fica sujeito ao impeachment ou você segue a lei", destaca.

Ele comparou a situação com a desoneração da folha de pagamentos, defendida pelo ministro. "Mesmo eu, que sou a favor da desoneração, se não for aprovado o pacto federativo, se não tem espaço fiscal para fazer, se não tem receita, eu não posso dar a sugestão ao presidente de que desonere. Da mesma forma, se por dois anos eu der o 13º (Bolsa Família), eu configuro uma despesa permanente e ai tinha que haver uma compensação com redução de outra despesa", explicou. 

Na avaliação dele a pandemia e o atraso na aprovação do pacto federativo dificultaram ainda mais o pagamento do benefício. "O Pacto Federativo abriria espaço orçamentário e haveria espaço fiscal, mas não aconteceu isso. A exceção para estourar o teto de gastos foi apenas para saúde. Assim, sou obrigado a recomendar que não pode ser dado esse 13º", acrescentou.

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