O pacote de estímulo nos EUA foi aprovado, mas há grandes ressalvas

Como Trump só assinou o projeto no domingo, os inscritos nos dois programas de desemprego provavelmente não receberão o pagamento da última semana do ano

Charles Riley, CNN Business
28 de dezembro de 2020 às 17:26
Foto: Reuters/Mike Blake


O presidente Donald Trump reverteu o curso da economia dos Estados Unidos no domingo, transformando em lei o imenso pacote de alívio para a pandemia de US$ 2,3 trilhões e assinando também o projeto de lei de financiamento do governo que ele próprio havia desaprovado no último minuto.

A assinatura faz duas coisas importantes para a economia do país: evitou uma paralisação do governo que deveria começar na terça-feira (29) e aumentou em bilhões de dólares a ajuda para os norte-americanos em dificuldades por causa da pandemia.

Os estimados 12 milhões de cidadãos que fazem parte de dois programas de desemprego criados com a crise do coronavírus, que receberiam seu último pagamento neste fim de semana, agora terão benefícios por mais 11 semanas. Além disso, todos aqueles que recebem pagamentos de seguro-desemprego terão um aumento do montante dado pelo governo federal de US$ 300 semanais até meados de março.

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O pacote de ajuda também estende a proteção contra despejo até 31 de janeiro e fornece US$ 25 bilhões em assistência de aluguel para aqueles que perderam suas fontes de renda durante a pandemia. Estima-se que 9,2 milhões de locatários que ficaram sem ganhos durante a pandemia estão com o aluguel atrasado, de acordo com uma  de dados do feito pelo Center on Budget and Policy Priorities.

Mas há ressalvas. Como Trump não assinou o projeto no sábado (26), os inscritos nos dois programas de desemprego provavelmente não receberão o pagamento da última semana do ano. Seus benefícios também podem atrasar várias semanas enquanto as agências estaduais reprogramam seus computadores.

A maioria dos mercados globais tiveram alta na segunda-feira (28), já que os investidores receberam bem o estímulo adicional do governo federal.

Os economistas vinham argumentando há meses que os membros do legislativo dos EUA precisavam entregar outro pacote de ajuda para ajudar a proteger a frágil recuperação econômica da pandemia. O Federal Reserve também disse isso.

No entanto, conseguir um acordo que fosse aceitável para democratas e republicanos foi extremamente difícil. A intervenção de Trump ao longo de 11 horas – contra um acordo negociado pelo seu próprio governo – não ajudou em nada.

O acordo remove duas fontes de incerteza para os investidores. Ele proporciona algum alívio para os norte-americanos em dificuldades antes que o presidente eleito Joe Biden tome posse no mês que vem, e mantém o governo dos Estados Unidos funcionando até 30 de setembro. Ou seja, não haverá paralisações do governo até pelo menos o próximo ano fiscal.

(Texto traduzido, clique aqui para ler o original  em inglês)

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