Arrecadação federal somou R$ 1,479 tri em 2020, pior valor desde 2010

Números que demonstram a saúde das contas públicas foram divulgados pela Secretaria da Receita Federal nesta segunda-feira (25)

Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília
25 de janeiro de 2021 às 14:27 | Atualizado 25 de janeiro de 2021 às 22:09

 

A arrecadação de impostos e contribuições federais totalizou R$ 1,479 trilhão em 2020. Esse é o pior valor anual desde 2010, quando o resultado somou R$ 1,474 tri.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, destacou que a queda da arrecadação foi abaixo do esperado no início do ano, quando a pandemia impactou o recolhimento de tributos. Para ele, o resultado reforça a recuperação econômica em 'V', já que a arrecadação é um dos indicadores do ritmo de crescimento da economia. 

"Todo mundo previa resultados muito piores do que os que vieram. Uma queda nominal de 3,75% em um ano em que enfrentamos o maior desafio da economia brasileira, com o total colapso da mobilidade social... Isso é um resultado que eu considero excelente, dada a situação", disse durante coletiva de imprensa para comentar os números divulgados pela Secretaria da Receita Federal nesta segunda-feira (25).

Por outro lado, em dezembro, arrecadação o montante arrecadado foi de R$ 159,065 bilhões, com alta real de 3,18%, ante o mesmo mês de 2019. Também é o melhor resultado para meses de dezembro desde 2013.

Além disso, foi o quarto mês consecutivo em que o recolhimento de tributos registrou crescimento real após quedas de janeiro a julho. 

De acordo com a série histórica disponibilizada pela Receita, a arrecadação de dezembro do ano passado foi a terceira melhor para o mês, perdendo apenas para dezembros de 2013 e 2010.

Como adiantou a CNN, os dados positivos da arrecadação no fim do ano animaram a equipe econômica e devem levar o ministro da Economia, Paulo Guedes, a recuar de novas medidas de ajuda a empresas em razão da pandemia. 

O secretário Especial da Receita Federal, José Tostes, explicou que os resultados mensais podem ser diferentes por causa do vencimento de tributos. "O crescimento de dezembro foi inferior ao avanço de novembro e outubro, mas foi superior à agosto e setembro". 

Ainda segundo Tostes, o resultado de janeiro e fevereiro deste ano confirmaram a tendência de alta da arrecadação iniciada em agosto, ou não. "Estamos com perspectivas positivas para janeiro mas ainda faltam alguns dias para fechar a arrecadação de janeiro", observou.