Libertadores: Camisas de Santos e Palmeiras somem das lojas às vésperas da final

As camisas mais tradicionais de Santos e Palmeiras ficam sem estoque em todas as lojas: sucesso de vendas ou falta de planejamento?

André Jankavski, do CNN Brasil Business, em São Paulo
29 de janeiro de 2021 às 05:00
Palmeiras Santos
Os jogadores Gabriel Menino, do Palmeiras, e Pituca, do Santos / Foto: Conmebol/Divulgação

No próximo sábado (30), Palmeiras e Santos farão a primeira final paulista da história da Copa Libertadores da América. Os uniformes utilizados pelas equipes devem ser os tradicionais: Palmeiras vai de verde e o Santos com os seu uniforme dois, listrado em preto e branco. Os torcedores que estão atrasados e querem se vestir como os jogadores para assistir à final, no entanto, vão ficar sem camisas novas.

Em diversas lojas, está em falta  camisas oficiais dos clubes. Especialmente, as das camisas principais dos dois clubes. Na Netshoes, por exemplo, só é possível encontrar a camisa verde do Palmeiras em tamanhos menores, assim como a listrada (e a branca) do Santos.

O mesmo acontece nos principais sites que vendem camisas de futebol, como Centauro e FutFanatics – no caso da Centauro, também não havia estoque nas lojas físicas. No caso do Palmeiras, essa falta já pode ser vista há um mês. 

De acordo com especialistas ouvidos pelo CNN Business, a pandemia tem bastante a ver com isso – mas com um toque de falta de planejamento. Afinal, os clubes costumam pedir camisas para doze meses. Como a temporada se estendeu por 2021 graças à pandemia, a reposição dos clubes e das fabricantes de material esportivo ficou prejudicada.

Aí entra a questão de mercado: que torcedor não quer comprar a camisa do seu time, ainda mais estando próximo de ser o próximo campeão da América? Logo, a falta de camisas nas prateleiras e cabides poderia ser sinônimo de sucesso, certo?

Porém, na visão de Amir Sommogi, especialista em marketing esportivo e fundador da consultoria Sports Value, isso também significa que as empresas, no caso Umbro e Puma, não pensaram que a demanda poderia ser tão alta.

“É uma falha de ambos (clubes e empresas), pois há uma série de fatores a ser analisados e as marcas deveriam ajudar na decisão de quantas camisas serão produzidas e distribuídas”, diz Sommogi. 

Procuradas, as empresas se manifestaram por nota. A Umbro manifestou “a sua empatia e zelo junto ao torcedor santista, que pode ter se frustrado ao não conseguir encontrar produtos oficiais.” No entanto, a empresa diz se tratar de uma questão mais profunda.

“Temos um compromisso de entrega de materiais esportivos com todos os clubes, o que exige um tempo mínimo para a produção entre o pedido e entrega final. Uma vez que o último pedido foi manifestado de forma relativamente tardia, e a alta procura dos últimos estoques por parte da torcida levou ao fim dos estoques”, escreveu a empresa.

No caso da Puma, a empresa afirmou que, de fato, não há mais alguns produtos e que já está olhando para o futuro.

“A linha de uniformes 2020 do Palmeiras, lançada pela PUMA em fevereiro do ano passado, tem um ciclo de produção de 12 meses, uma temporada, assim como todos os lançamentos dos outros times que a marca fornece material. Quando chegamos próximo ao fim deste período, como é o caso, é comum que alguns produtos faltem. Isso indica que um novo ciclo está por vir e também que o passado foi um sucesso entre os torcedores.”