China executa ex-banqueiro condenado por desvios de R$ 1,5 bilhão e bigamia

Lai Xiaomin, ex-presidente do Huarong, importante empresa estatal de gestão de ativos financeiros, foi expulso do Partido Comunista Chinês e condenado à morte

Por Tom Daly, da Reuters
30 de janeiro de 2021 às 02:00
Lai Xiaomin comparece ao tribunal em Tianjin, na China, em 5 de janeiro
Lai Xiaomin comparece ao tribunal em Tianjin, na China, em 5 de janeiro
Foto: CCTV/ Reprodução


Lai Xiaomin, o ex-presidente da China Huarong Asset Management Co, empresa estatal de gestão de ativos financeiros, foi executado nesta sexta-feira (29) após ser condenado por suborno em um tribunal em Tianjin. As informações são do jornal estatal Diário do Povo.

Além das acusações de corrupção, o banqueiro também foi condenado pelo crime de de bigamia.

Em um dos casos de corrupção de maior destaque na China, Lai foi considerado culpado de receber ou solicitar subornos totalizando 1,79 bilhão de yuans (cerca de R$ 1,5 bilhão) de 2008 a 2018, quando era um regulador bancário sênior.

 

Ele foi sentenciado em 5 de janeiro pelo Tribunal Popular Intermediário Secundário de Tianjin, por ordem do Supremo Tribunal Popular da China. Segundo o jornal, antes da execução o banqueiro se encontrou com seus parentes próximos.

O "serviço meritório significativo" de Lai não foi suficiente para lhe render uma punição mais branda, dados os "fatos, natureza, circunstâncias e o grau de dano à sociedade" causados por seus crimes de suborno, disse o Diário do Povo, citando a decisão do Supremo Tribunal .

O presidente Xi Jinping lançou uma campanha anticorrupção quando assumiu a liderança do Partido Comunista no poder no final de 2012. Centenas de autoridades foram processadas desde então.
Lai foi expulso do Partido Comunista em 2018.