Em reunião, Bolsonaro cobra solução para bancar novo auxílio emergencial

Segundo relatos, Bolsonaro pediu que seus auxiliares encontrem uma nova fonte de renda sustentável ou apontem caminhos viáveis para cortes

Por Igor Gadelha, CNN  
09 de fevereiro de 2021 às 14:19 | Atualizado 09 de fevereiro de 2021 às 17:15
O presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia em Brasília
O presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia em Brasília
Foto: Adriano Machado/Reuters (19.out.2020)

Em reunião ministerial nesta terça-feira (9) no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro cobrou de seus auxiliares soluções para bancar uma nova rodada do auxílio emergencial e uma redução nos preços de bens de consumo básicos, como combustíveis.

Segundo relatos de ministros à CNN, Bolsonaro pediu que seus auxiliares encontrem uma nova fonte de renda sustentável ou apontem caminhos viáveis para cortes de gastos que consigam financiar uma nova rodada do auxílio emergencial.

Como a CNN noticiou no domingo (7), a equipe econômica já prepara mudanças para essa nova rodada. Entre as alterações em estudo, estão mudar o nome do auxílio para Bônus de Inclusão Produtiva, o “BIP”, e reduzir o valor do benefício para R$ 200.

Na reunião, Bolsonaro também pediu aos ministros que reforcem em seus discursos os impactos que medidas de fechamento da economia adotadas por governadores, em razão da pandemia da Covid-19, podem ter sobre indicadores de desemprego, inflação, dentre outros.

Combustíveis

Ainda no encontro, o presidente da República cobrou que seus auxiliares encontrem compensações financeiras para viabilizar uma redução da carga tributária sobre combustíveis. O ministro da Economia, Paulo Guedes, segundo relatos, prometeu que a solução deve sair rápido.

O caminho deve passar por uma redução da alíquota do PIS-Cofins (tributo federal) e o envio ao Congresso de um projeto prevendo que o ICMS (imposto estadual) seja cobrado sobre o preço dos combustíveis na refinaria, e não direto nas bombas, como acontece atualmente.

Vacinação

Na reunião, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, fez um discurso tentando tranquilizar os colegas sobre a vacinação. Segundo relatos, ele ponderou que outros países também enfrentam dificuldades para comprar doses, mas previu o Brasil deve imunizar sua população antes da maioria dos países do G-20.