Empresa de vinho em caixinha se adapta à pandemia e quadruplica faturamento

A Fabenne, marca paulistana de vinhos em caixinha, precisou mudar seu público-alvo durante a crise. Resultado: seu desempenho em 2020 foi 315% maior

Tatiana Paiva, colaboração para o CNN Brasil Business
09 de fevereiro de 2021 às 19:31 | Atualizado 09 de fevereiro de 2021 às 20:07
Fabenne, marca paulistana que vende vinhos em caixinha, precisou mudar seu público-alvo durante a pandemia
Foto: Divulgação / Fabenne

 

Com bares e restaurantes fechados e pessoas isoladas em casa, a Fabenne, marca paulistana que vende vinhos em caixinha, precisou mudar seu público-alvo durante a pandemia. Se, antes de março de 2020, seus principais compradores eram os estabelecimentos, depois do início das políticas de distanciamento, a marca optou por mirar no consumidor final.

O resultado da estratégia foi surpreendente: segundo a companhia, suas vendas quadruplicaram no ano passado em relação a 2019, com um salto de 315% de faturamento, que superou R$ 4 milhões. 

 

O desempenho melhor do que o esperado veio justamente da ideia de explorar a tendência da popularidade dos vinhos durante a pandemia. O consumo da bebida aumentou 72% no segundo trimestre do ano passado em comparação aos três primeiros meses do ano, segundo a Ideal Consulting.

Para aproveitar o momento promissor para o setor, a Fabenne, que vende seus produtos de seu site e da Amazon, apostou em suas caixas de papel eco-friendly, que comportam três litros de vinho -- o equivalente a 15 taças de 200ml --, e são vendidas por R$ 99.

A alta durabilidade da bebida depois que o recipiente é aberto também chama a atenção. Enquanto na garrafa o vinho dura poucos dias, a "bag-in-box"promete conservar os rótulos de vinhos tinto, branco e rosé por mais de um mês.