Ibovespa recua com mercado de olho em auxílio emergencial; dólar cai a R$ 5,37

Cresce no mercado a preocupação de que o governo está voltando com o auxílio emergencial sem antes dar sinais de que pretende resolver os problemas fiscais

Matheus Prado e Leonardo Guimarães do CNN Brasil Business, em São Paulo*
10 de fevereiro de 2021 às 09:16 | Atualizado 10 de fevereiro de 2021 às 18:28
Auxílio Emergencial; Caixa
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O dólar fechou apenas em leve baixa nesta quarta-feira, depois de uma sessão de vaivém e com o real ficando atrás de pares, conforme incertezas fiscais e sobre política monetária seguiram a limitar a demanda pela moeda brasileira.

O dólar à vista caiu 0,20%, a R$ 5,3717 na venda. A moeda oscilou entre alta de 1,03%, para R$ 5,4384, e queda de 0,60%, R$ 5,3504 reais

Já na B3, o Ibovespa recuou pelo terceiro pregão consecutivo. O índice teve variação negativa de 0,87%, para 118.435 pontos.

Isso porque cresce no mercado a preocupação de que o governo está voltando com o auxílio emergencial sem antes dar sinais de que pretende resolver os problemas fiscais do país.

A alta de 1,2% da Petrobras (PETR3, PETR4) ajudou a atenuar a queda. A Vale (VALE3) também avançou (0,48%), na esteira da alta de preços do minério de ferro na China. 

As ações ligadas ao varejo tiveram forte queda depois que o IBGE revelou que as vendas de dezembro do ano passado não corresponderam às expectativas do mercado. 

Via Varejo (VVAR3) recuou 3,88%, seguido por Magazine Luiza (MGLU3), que caiu 3,58% e Lojas Renner (LREN3), que teve queda de 2,76%. 

BTG Pactual (BPAC11) perdeu 4,37%, em mais uma sessão de ajustes, após marcar recordes no começo da semana, enquanto Itaú (ITUB4) cedeu 0,72% e Bradesco (BBDC4) perdeu 1,1%

Também é monitorada de perto a pauta da autonomia do Banco Central. A Câmara dos Deputados aprovou hoje o texto-base do projeto. A medida é tida por analistas como um bom passo para diminuir a intervenção do governo na política monetária do país.

No mercado internacional, investidores seguem à espera da confirmação de um novo pacote de estímulos nos EUA e aguardam dados sobre a inflação no país.

Lá fora

Os principais índices de Wall Street recuaram de máximas recordes nesta quarta-feira. 

O Dow Jones subiu 0,2%, enquanto o S&P 500 teve alta de 0,03% e o Nasdaq caiu 0,25%.

O mercado acionário europeu fechou em baixa nesta quarta-feira, pressionado pela fraqueza em Wall Street no momento do fechamento e devolvendo ganhos anteriores conseguidos com resultados corporativos positivos de empresas como SocGen.

Os ganhos em ações ligadas a commodities e bancos foram compensados pelas perdas na maioria dos outros setores.

O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,16%, a 1.577 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,23%, a 409 pontos.

As bolsas asiáticas terminaram os negócios desta quarta-feira em alta, com investidores se preparando para o feriado do ano-novo chinês, que se estenderá por uma semana.

Na China continental, o índice Xangai Composto subiu 1,43%, a 3.655,09 pontos, em seu terceiro pregão seguido de ganhos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,75%, a 2.460,54 pontos. 

Em Tóquio, o japonês Nikkei se valorizou 0,19% hoje, a 29.562,93 pontos, renovando máxima em 30 anos, com destaque para a Toyota, cuja ação subiu 1,7%, após a montadora divulgar balanço trimestral melhor do que o esperado.

Já o Hang Seng teve alta de 1,91% em Hong Kong, a 30.038,72 pontos, e o sul-coreano Kospi avançou 0,52% em Seul, a 3.100,58 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana seguiu as asiáticas hoje e o S&P/ASX 200 avançou 0,52% em Sydney, a 6.856,90 pontos. 

(*Com informações da Reuters e do Estadão Conteúdo)