Declaração 'mais contundente' minimizaria danos à Petrobras, avalia economista

Em entrevista à CNN, Felippe Serigati, economista da FGV, analisou queda das ações da estatal após declarações do presidente Jair Bolsonaro

Produzido por Layane Serrano, da CNN, em São Paulo
22 de fevereiro de 2021 às 15:36

 

Em entrevista à CNN, o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Felippe Serigati disse que uma "declaração mais contundente" de algum ministro do governo de Jair Bolsonaro ajudaria a minimizar os danos à Petrobras. Nesta segunda-feira (22), as ações da estatal operam em queda.  

"Paulo Guedes ou um ministro mais da agenda liberal vai ter que fazer alguma declaração mais contundente - ou apresentar algum projeto de privatização - para sinalizar que esse movimento na Petrobras foi algo pontual e que as demais agendas estão preservadas", avaliou o economista.

Na semana passada, Bolsonaro indicou o general Joaquim Silva e Luna para o comando da companhia, no lugar de Roberto Castello Branco. A nomeação ainda precisa ser validada pelo conselho administrativo da empresa.

Para Serigati, não apenas a mudança em si no comando da estatal agitou o mercado, mas o recado que ela passa aos investidores estrangeiros.

"[Foi] a forma como essa mudança aconteceu e a linha que provavelmente o governo está desejando que a Petrobras atue. Essa é a maior interferência que, de repente, [indique que] a Petrobras tenha que se afastar um pouco do seu projeto de longo prazo", afirmou.

Plataforma da Petrobras
Plataforma de produção de petróleo da Petrobras
Foto: Divulgação/Petrobras

(Texto publicado por Natália Flach)