No melhor janeiro da história, contas públicas têm superávit de R$ 58 bi

O valor representa 9,17% do Produto Interno Bruto (PIB), que soma as riquezas produzidas no país

Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília
26 de fevereiro de 2021 às 10:18 | Atualizado 26 de fevereiro de 2021 às 10:50
Dinheiro
Notas e moedas de Real
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

 

As contas do setor público consolidado registraram superávit recorde de R$ 58,375 bilhões em janeiro. É o melhor resultado para o mês em toda a série histórica, iniciada em 2001. Também é o primeiro montante positivo após três meses consecutivos de déficit. 

O valor representa 9,17% do Produto Interno Bruto (PIB), que soma as riquezas produzidas no país. No mesmo mês do anterior, as contas ficaram positivas em R$ 56,276 bilhões, equivalente à apenas 9,07% do PIB. 

Os números foram divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (26). O resultado do setor público consolidado inclui as contas do governo federal, dos governos regionais e das estatais federais. O déficit primário não inclui as despesas com juros e mostra que o valor arrecadado no ano passado não foi suficiente para cobrir as despesas públicas. 

Quando incluídos os gastos com juros, o resultado nominal foi positivo em R$ 17,928 bilhões. Sozinha, a conta de juros somou R$ 40,446 bilhões no primeiro mês do ano. 

Enquanto o Governo Central (governo federal, BC e Previdência) teve superávit de R$ 43,156 bilhões em janeiro, os governos estaduais e municipais ficaram no azul em R$ 14,772 bi. Já as empresas estatais tiveram resultado positivo em R$ 446 milhões. 

Tradicionalmente, o primeiro mês do ano já é positivo, puxado pela arrecadação com Imposto de Renda Pessoa Jurídica e Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido.

Nessa semana, a Receita Federal divulgou alta real de 1,5% na arrecadação, com o segundo melhor janeiro da série histórica. A arrecadação com IRPJ/CSLL somou R$ 2,7 bilhões. 

Dívida bruta

Com o rombo recorde nas contas públicas, a Dívida Bruta do Governo Geral também renovou recorde atingindo o patamar de R$ 6,67 trilhões. O montante equivale a 89,7% do Produto Interno Bruto, maior patamar da série histórica, iniciada em 2006.

O indicador serve como referência para as agências de classificação de risco, que define a atratividade de investimentos dos países. Em 2020, a DBGG encerrou em R$ 6,615 trilhões, equivalente a 89,3% do PIB.