BC define juros hoje; expectativa é de alta de 0,5 ponto, no 1º avanço em 6 anos

A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central será conhecida após o fechamento do mercado

Maria Carolina Abe, do CNN Brasil Business
17 de março de 2021 às 05:00 | Atualizado 17 de março de 2021 às 11:30

Esta quarta-feira deve marcar uma virada no cenário dos juros no Brasil. Após um movimento de queda ou manutenção desde 2015, a expectativa é de uma alta na taxa básica (Selic) nesta semana para conter a crescente inflação dos últimos meses.

A maioria dos analistas aposta em um avanço de 0,5 ponto percentual, indo de 2% para 2,5% ao ano. A expectativa de alta está no boletim Focus, pesquisa divulgada toda semana pelo BC. Para o final de 2021, o mercado prevê que a taxa estará em 4,5% ao ano.

A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central será conhecida após o fechamento do mercado. 

Decisão nos EUA também

Nos EUA, também há reunião sobre juros. O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (BC dos EUA) deve divulgar projeções econômicas junto com seu comunicado às 15h (horário de Brasília). 

Há expectativa de que ele estime que a economia dos EUA crescerá em 2021 à taxa mais rápida em décadas. Ao mesmo tempo, não deve apresentar mudança relevante no tom sobre sua política monetária.

Meta de inflação

Para 2021, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior é 5,25%.

Para 2022, a meta é 3,5%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Até alguns meses atrás, as instituições financeiras projetavam inflação abaixo do centro de meta. A situação, no entanto, mudou e os analistas consultados no boletim Focus agora projetam que a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) terminará o ano em 4,6%. Para 2022, a estimativa está em 3,5%.

(Com agências)