'Hoje, não trabalhamos com alteração da meta fiscal', diz secretário de Guedes

Waldery Rodrigues admitiu, no entanto, que a meta poderá ser revista a depender do avanço dos impactos da pandemia

Anna Russi, do CNN Brasil Business, em São Paulo
17 de março de 2021 às 12:54 | Atualizado 17 de março de 2021 às 12:57
O secretário especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues
O secretário especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues
Foto: Agência Brasil (8.abr.2020)

 

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, afirmou que o governo não trabalha, até o momento, com alteração na meta fiscal. Ele admitiu, no entanto, que isso poderá ser revisto a depender do avanço dos impactos da pandemia de Covid-19. 

"É claro que a dinâmica do processo requererá análise momento a momento, mas hoje não trabalhamos com mudança na meta de primário", disse Rodrigues durante coletiva nesta quarta-feira (17).

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021 estabelece uma meta de déficit primário de R$ 247,1 bilhões para o Governo Central. 

No ano passado, o governo foi autorizado pelo Congresso a descumprir a meta fiscal para poder liberar recursos no combate à pandemia. Assim, o déficit primário de 2020 foi recorde, totalizando R$ 743,08 bilhões. 

Apesar de reforçar que o governo está atento para as medidas necessárias na área da saúde, que é considerada prioridade, o secretário reforçou que cada ação é tomada com duas visões: "de um lado o zelo social e de outro o atendimento das regras fiscais". 

Entre as ações de combate aos impactos da pandemia na economia e na saúde está a renovação do auxílio emergencial, que ganhou sinal verde com a promulgação da PEC Emergencial, na última segunda-feira (15). 

"Se for necessário repetir, em dose ainda a ser determinada, as medidas do ano passado, faremos uma análise em conjunto com o Congresso para ver caso a caso", comentou Waldery.