Companhias aéreas cortam previsão de tráfego global com piora do quadro de Covid

Atrasos na vacinação e "aversão a risco" do governo retardam a reabertura de rotas

Laurence Frost, da Reuters
21 de abril de 2021 às 12:48
Avião da Westjet com pintura da Frozen
Foto: Divulgação

 

O tráfego aéreo se recuperará mais lentamente da pandemia Covid-19 do que o esperado, uma vez que atrasos na vacinação e "aversão a risco" do governo retardam a reabertura de rotas, de acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês)

O tráfego global neste ano chegará a 43% dos níveis anteriores à crise, com base no número de passageiros e na distância voada, disse o órgão, abaixo dos 51% previstos no ano passado.

A Iata também previu perdas da indústria de US$ 47,7 bilhões em 2021. Embora isso represente uma melhora em relação ao déficit de US$ 126,4 bilhões do ano passado, a organização alertou que as companhias aéreas continuarão a precisar do apoio salarial do governo.

"Esta crise é mais longa e profunda do que qualquer um poderia esperar", disse o diretor-geral Willie Walsh.

As últimas perspectivas da indústria também lançam luz sobre a recuperação em várias velocidades em andamento, com grandes mercados domésticos liderados pelos Estados Unidos e China em alta. A Europa, por outro lado, verá apenas um terço de seu tráfego de 2019 neste ano, prevê a Iata.

A receita da indústria deve crescer 23% desde a baixa do ano passado para US$ 231 bilhões, também prevê - ainda muito abaixo dos US$ 607 bilhões gerados um ano antes.

A demanda de carga continuará a ser um ponto positivo, ultrapassando o tráfego de passageiros com um crescimento de 13,1% em 2021, acima do seu nível de 2019, previu a Iata. Os volumes totais de carga são estimados em 63,1 milhões de toneladas, perto do pico pré-crise em 2018.