Diesel tem 3ª semana de alta nos postos; etanol e gasolina também sobem

Segundo ANP, valor do diesel atingiu R$ 4,482 por litro na média do país

Gabriel Araujo, da Reuters
21 de maio de 2021 às 21:19 | Atualizado 21 de maio de 2021 às 21:20
Posto de gasolina em Caracas
Frentista abastece veículo em posto da companhia estatal PDVSA, em Caracas (13/02/2016)
Foto: REUTERS/Marco Bello

Os preços do óleo diesel nos postos de combustíveis do Brasil avançaram nesta semana, a terceira consecutiva de alta para o produto, enquanto gasolina e etanol também subiram, indicou pesquisa publicada nesta sexta-feira pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo levantamento da reguladora, o valor médio do diesel atingiu R$ 4,482 por litro, incremento de 0,3% em relação à semana anterior.

O preço do combustível mais consumido do Brasil já havia registrado forte elevação de 5% na primeira semana de maio, após o fim da isenção do PIS/Cofins que incide sobre o produto. A medida vigorou por dois meses, em tentativa do governo federal de conter a escalada na cotação do diesel.

Na semana seguinte, a ANP voltou a reportar um aumento, desta vez de 1,4%.

No caso da gasolina, o preço médio nos postos brasileiros avançou 1,5% nesta semana, para R$ 5,641 por litro. Foi a quinta alta consecutiva na cotação do combustível, que teve redução pela última vez em meados de abril.

O movimento de alta também foi visto no etanol, cujo preço médio avançou 2,7% no período, a R$ 4,362/litro. Assim como a gasolina, sua concorrente direta nas bombas, o biocombustível emendou a quinta semana seguida de valorização, segundo a ANP.

O aumento nos preços dos combustíveis ocorre a despeito de a Petrobras ter realizado um reajuste para baixo nos valores de comercialização de diesel e gasolina em suas refinarias no início do mês --anunciados em 30 de abril, os cortes de cerca de 2% vigoraram a partir de 1º de maio.

O reajuste foi o primeiro e por enquanto único da companhia sob gestão do general Joaquim Silva e Luna, que assumiu o cargo após atritos entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-CEO da estatal, Roberto Castello Branco, justamente por desentendimentos sobre a política de preços da petroleira.

Os preços nos postos, no entanto, não acompanham necessariamente e de imediato os valores nas refinarias, e dependem de uma série de fatores, incluindo impostos, mistura de biocombustíveis e margens de distribuição