Com isolamento menor, consumo de energia sobe 10,5% na 1ª metade de maio

Consumo de energia no país vem em uma sequência de dez meses de altas, diz CCEE

Por Gabriel Araujo, da Reuters
25 de maio de 2021 às 19:36
Lâmpada acesa em residência; energia gerada por concessionárias
Lâmpada acesa em residência; energia gerada por concessionárias
Foto: Colin Behrens/Pixabay

 O consumo de eletricidade do Brasil avançou 10,5% na primeira quinzena de maio ante igual período do ano anterior, impulsionado especialmente pelo ambiente livre, informou nesta terça-feira (25) a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Segundo a entidade, o consumo no Sistema Interligado Nacional (SIN) atingiu 61.418 megawatts médios no período.

A base de comparação também influencia o resultado, uma vez que maio do ano passado foi um mês marcado por um índice de isolamento maior no país, diante das medidas restritivas relacionadas à pandemia de Covid-19.

Na ocasião, a CCEE reportou consumo 11% menor do que em maio de 2019.

Em nota, o presidente do conselho de administração da CCEE, Rui Altieri, destacou que o consumo de energia no país vem em uma sequência de dez meses de altas, na esteira de uma retomada econômica --se mantido o sinal positivo em maio, este será o 11º aumento consecutivo.

"A sequência de dez meses consecutivos de crescimento reafirma a resiliência de setores da economia mesmo diante da manutenção da pandemia de Covid-19", disse Altieri.

No mercado livre, no qual consumidores como indústrias, shoppings e grandes empresas negociam contratos diretamente com geradoras ou comercializadores, o consumo subiu 25,2% na primeira quinzena, disse a CCEE. Se desconsideradas as migrações de carga, o ambiente ainda apura alta de 19,9% no ano a ano.

Já o mercado regulado, que reúne pequenas empresas e a maioria dos consumidores residenciais, apurou alta de 4% na comparação anual. Se excluídas as migrações para o ambiente regulado, o aumento seria de cerca de 6,3%.

A CCEE destacou ainda que, entre os 15 ramos de atividade econômica avaliados, apenas o setor de telecomunicações registrou uma queda no período, de 0,4%. Os segmentos com as maiores altas, por sua vez, foram os de produção de veículos (+84%) e têxteis (+79,6%)