Moeda digital brasileira será inovadora e segura, avalia especialista

Em entrevista à CNN, Thais Cárnio explicou as diferenças entre a novidade anunciada pelo BC e o bitcoin

Amanda Garcia, da CNN Brasil
25 de maio de 2021 às 10:49
Digital.
Moeda digital: provável redução de custos, pois não tem emissão de papel nem transporte físico
Foto: WhiteMocca/Shutterstock

 

O Banco Central divulgou, na segunda-feira (24), as regras para o desenvolvimento de uma moeda digital brasileira que deve começar a ser utilizada em um prazo de dois a três anos. Em entrevista à CNN nesta terça-feira (25), a especialista em banking Thais Cárnio afirmou que vê o anúncio com bons olhos, pois traz uma “provável redução de custos”, já que não implica em emissão ou transporte de dinheiro físico.

Mesmo assim, a ideia é que a novidade não substitua a moeda como temos hoje. Em um primeiro momento, a previsão é de que o “real digital” seja utilizado para pagamentos no varejo.

Ela explicou que há diferenças entre a moeda do BC e o bitcoin. “É parecido no sentido de ser uma moeda digital que transita virtualmente, mas, diferentemente do bitcoin — que é um ativo financeiro e tem valor com base na oferta e na procura —, ela é emitida pela autoridade monetária brasileira, de forma criptografada, com tecnologia blockchain, o que dá mais confiabilidade.”

A especialista reforçou que a segurança para a circulação deste tipo de moeda, por ser inovadora, é garantida, além de ter o respaldo do Banco Central. “A ideia é de que, com uma instituição como essa, a segurança seja maior. Com algo tão inovador, se tivermos problemas dessa natureza, de fraudes, não haverá aderência das pessoas.”