Amazon, Google, Disney, Netflix e outras gigantes se unem contra crise climática

Aliança diz que reduções de emissões devem ser 'reais, quantificáveis e verificáveis' para cumprir meta de cortar em 50% até 2030 a emissão de carbono pelos EUA

Matt Egan, da CNN
03 de junho de 2021 às 11:54 | Atualizado 03 de junho de 2021 às 12:32
Vapor e a fumaça saem da Usina Elétrica de Belchatow, na Polônia
Vapor e a fumaça saem de Belchatow, na Polônia, maior usina elétrica movida a carvão do mundo; gigantes da tecnologia se uniram para cortar emissões
Foto: Sean Gallup - 29.nov,2018/Getty Images

Algumas das maiores empresas do mundo estão unindo forças para acelerar os esforços para combater a crise climática.

Amazon, Disney, Google, Microsoft, Netflix, Salesforce, Unilever e Workday lançaram uma aliança nesta quinta-feira (3) para aumentar a escala e o impacto do investimento empresarial em soluções climáticas.

O lançamento da Business Alliance for Scaling Climate Solutions (Aliança de negócios para Ampliar Soluções Climáticas, em tradução livre) ocorre em um momento em que empresa de monitoramento do setor de energia alertam que os gastos com fontes limpas continuam muito aquém do que é necessário para colocar o mundo em um caminho de emissões zero

Especialistas dizem que a transição dos combustíveis fósseis para as fontes renováveis exigirá até US$ 3,8 trilhões (R$ 19,3 trilhões) por ano até 2050.

"O momento para ações climáticas é agora", disse Patrick Flynn, chefe de sustentabilidade da Salesforce, em comunicado. “Cada empresa, governo e indivíduo deve enfrentar o desafio urgente da mudança climática e criar um futuro inclusivo e sustentável para todos”.

A nova aliança climática, cuja criação foi relatada primeiro pelo site Axios, está fazendo parceria com o Fundo de Defesa Ambiental, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Fundo Mundial para a Vida Selvagem para compartilhar oportunidades de financiamento, pesquisa e melhores práticas destinadas a acelerar as soluções climáticas.

A aliança afirma que se concentrará em catalisar investimentos em reduções de emissões e garantir que esses investimentos tenham impactos mensuráveis. 

Especificamente, o grupo disse que os créditos de carbono reivindicados pelas empresas devem representar "reduções ou remoções adicionais, reais, quantificáveis e verificáveis, e não devem ser contados duas vezes".

"A transição para uma economia de baixo carbono exige mudanças fundamentais na forma como a sociedade, incluindo o setor privado, opera e inova", disse Vijay Sudan, diretor-executivo de responsabilidade social empresarial da Disney, no comunicado.

A parceria segue o impulso do presidente dos EUA, Joe Biden, para reduzir as emissões de carbono de seu país pela metade até 2030.

"A meta de Biden de reduzir as emissões em 50% até 2030 só pode ser alcançada com esse tipo de liderança do setor privado", disse Mark Campanale, fundador e presidente executivo do think tank Carbon Tracker, à CNN por e-mail. 

"Se pudermos combinar empresas líderes mundiais, como o Google e o compromisso da Disney em expandir as soluções climáticas, com os vastos recursos de capital de Wall Street e seu recente compromisso de sustentabilidade, não haverá nada que possa impedir o mundo de dar o enorme salto que precisamos para chegar às emissões zero."

(Texto traduzido; leia o original em inglês)