Boletim Focus: mercado volta a elevar previsões para inflação e PIB em 2021

Na 14ª semana consecutiva de alta, a projeção do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) subiu para 6,11%

Thâmara Kaoru, do CNN Brasil Business, em São Paulo
12 de julho de 2021 às 08:51
Moedas de real
Moedas de real
Foto: Arquivo/Reuters

O mercado financeiro voltou a elevar a expectativa para a inflação de 2021. Na 14ª semana consecutiva de alta, a projeção do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) subiu para 6,11%. Na semana passada, a previsão era de inflação de 6,08%.

Os números são do Boletim Focus do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (12). O documento reúne a estimativa de mais de 100 instituições do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos. 

De acordo com a meta de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), o IPCA não deveria ultrapassar os 5,25% este ano. O centro da meta é de 3,75%, no entanto, a margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo permite que o índice varie de 2,25% a 5,25%.

Para a taxa básica de juros, a projeção subiu de 6,5% para 6,63% neste ano. A Selic é a principal ferramenta da política monetária para o controle da inflação. Atualmente, a taxa está em 4,25% ao ano, e o BC já sinalizou que continuará o movimento de retirada de estímulos pela alta dos juros.

Segundo o comunicado de junho do Comitê de Política Monetária (Copom), a próxima reunião, que acontecerá no início de agosto, deve trazer nova alta de 0,75 ponto percentual.

Desempenho do PIB

As perspectivas do mercado financeiro para a atividade econômica deste ano têm melhorado. A expectativa é que o PIB (Produto Interno Bruto) de 2021 fique em 5,26%. Na semana passada, era esperado crescimento de 5,18%. 

Se confirmado, esse desempenho positivo do PIB de 2021 seria suficiente para recuperar a queda de 4,1% registrada em 2020. 

A recessão do ano passado foi puxada pelos impactos econômicos da pandemia de Covid-19 e das medidas de isolamento social. Dessa forma, a alta do PIB deste ano está condicionada à melhora no cenário da crise sanitária e ao avanço da vacinação.