Executivo da Nasa comete fraude em auxílio, compra bulldog e financia Land Rover

Auxílio para aliviar efeitos da Covid-19 é de US$ 1.400 individuais; executivo da Nasa teria feito solicitação para receber cerca de US$ 350 mil

Tamires Vitorio, do CNN Brasil Business, em São Paulo
17 de julho de 2021 às 10:34
Nasa
Executivo da Nasa fraudou auxílio
Foto: Ethan Miller / Equipe / Getty Images

Um executivo sênior da Nasa foi acusado de ter usado o auxílio dos Estados Unidos para aliviar os efeitos econômicos da Covid-19 para, entre outras coisas, comprar um bulldog francês, uma piscina e assinar a Disney.

Segundo o Departamento de Justiça norte-americano, Andrew Tezna, de 36 anos, teria conseguido US$ 285 mil em auxílio e foi condenado a 18 meses de prisão. 

Nos EUA, o auxílio pago para as pessoas mais afetadas pela Covid-19 é de US$ 1.400, realizado em um pagamento único. Tezna teria se inscrito para receber mais de US$ 350 mil. A corte afirma que o salário anual de Tezna é de US$ 170.801.

Com o dinheiro que recebeu, ele comprou um filhote de bulldog francês por US$ 6.450, fez um financiamento de US$ 18.447 em um Toyota Sienna e de US$ 4.492,81 em uma Land Rover, gastou US$ 2.500 em um clube de férias da Disney e pagou US$ 140.000 em débitos pessoais — incluindo US$ 48.961,82 para construir uma piscina.  

Para conseguir pedir a quantia em auxílio, o executivo da Nasa afirmou ser dono de uma empresa chamada Andalasia Designs, com pagamento mensal médio de US$ 34.7000, um pequeno negócio que sofreu por conta da Covid-19, e usou o nome e o código de Segurança Social de sua sogra, afirmando que ela havia sido demitida de seu cargo como babá por conta da pandemia. 

Para confirmar as afirmações, Tezna apresentou declarações de imposto de renda falsificadas  e reivindicou despesas de folha de pagamento que não existiam.

“Ao fazer isso, ele basicamente tratou os programas de alívio do coronavírus como um cofrinho pessoal, usando fundos destinados a fornecer alívio à pandemia para pequenas empresas e desempregados para pagar suas dívidas de cartão de crédito, pagar empréstimos para uma piscina residencial e minivan, e pagar um criador de cães, entre outras despesas pessoais. Continuaremos a responsabilizar os indivíduos que exploram uma crise econômica nacional para enriquecer ilegalmente às custas dos necessitados genuínos devido à pandemia", disse Raj Parekh, procurador em exercício dos EUA para o Distrito Leste da Virgínia, em um comunicado publicado no site oficial da Justiça.