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    Agropecuária gera mais de 40 mil empregos nos primeiros dois meses de 2022

    Especialistas do setor apontam cenário positivo para o mercado de bovinos e aves neste ano

    Segmento foi o que mais criou vagas de emprego no Brasil durante o período
    Segmento foi o que mais criou vagas de emprego no Brasil durante o período Inaê Riveras/Reuters

    Lucas Janoneda CNN

    no Rio de Janeiro

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    O setor agropecuário abriu cerca de 40 mil novos postos de trabalho com carteira assinada nos primeiros dois meses de 2022. Percentualmente, o segmento foi o que mais criou vagas de emprego no Brasil durante o período.

    Os dados fazem parte de um levantamento da CNN, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ligado ao Ministério da Economia.

    Entre janeiro e fevereiro, foram 212,2 mil contratações e 170 mil funcionários demitidos pelo setor. Atualmente, o agronegócio é responsável pelo emprego de quase dois milhões de brasileiros.

    O estoque de trabalhadores no segmento cresce interruptamente há 4 meses, segundo os dados do Caged.

    À CNN, o analista chefe da consultoria Safras & Mercado, Fernando Iglesias, afirmou que a bovinocultura e a avicultura serão os destaques positivos do setor em 2022.

    O especialista indica um “forte” processo de exportação da carne bovina, enquanto o frango ganhará ainda mais espaço na mesa dos brasileiros nos próximos meses.

    “A bovinocultura apresenta um cenário positivo, com um bom volume de exportação para o futuro. No entanto, a carne bovina não está com o mesmo respaldo no mercado doméstico, em função do alto custo do insumo”, diz Fernando Iglesias.

    “E nessa lacuna deixada pela carne de boi acaba sendo ocupada pelo frango. A avicultura conta com um grande consumo doméstico, mesmo com alta de custos também”, afirma.

    Além da alta demanda pelas proteínas, o clima também deve ser um aliado da agropecuária em 2022. Para o professor da FGV Diogo Lisbona, o Brasil registrará um bom volume hídrico ao longo dos próximos meses.

    Ele lembrou ainda o cenário em 2021, onde o país teve a pior crise energética da história, o que prejudicou as colheitas e os pastos brasileiros.

    “Sob a perspectiva energética, tudo indica que teremos um ano bem confortável, quando comparamos os problemas hídricos do ano passado. Ao que tudo indica, o volume de chuvas será maior em 2022”, explicou Lisbona.

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