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    ANP anuncia que vai intensificar monitoramento das importações de óleo diesel

    Medida visa a acompanhar as comercializações do combustível diante da “situação geopolítica atual”. Por enquanto, agência diz que abastecimento está regular em todo o país

    Iuri Corsinida CNN

    Rio de Janeiro

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    Apesar de ressaltar que o abastecimento de combustíveis está regular em todo o país, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciou que vai intensificar o monitoramento das importações de óleo diesel S10.

    Chamado de Sobreaviso no Abastecimento de Combustíveis, este é o segundo comunicado do tipo em menos de quatro meses. Segundo a ANP, a medida tem como pano de fundo “a situação geopolítica mundial atual”.

    O sobreaviso foi aprovado no último dia 30 e publicado no dia 1º de julho. Com ele, os produtores e distribuidores listados vão precisar informar os contratos firmados para importações do diesel que ainda não chegaram ao país, com detalhamento do itinerário completo e previsões das operações – sejam elas realizadas com o mercado externo diretamente ou por meio de terceiros.

    O documento foi publicado no momento em que a agência aprovou a realização de uma consulta e audiência pública para discutir a proposta que prevê ampliar o estoque mínimo de diesel S-10 no Brasil.

    A intenção é estender o prazo para nove dias, também no intuito de, segundo a ANP, evitar o desabastecimento do combustível no país. Atualmente, o prazo do estoque é de três a cinco dias.

    A proposta de mudança na reserva gerou críticas de um dos maiores players do setor no país, o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). A entidade entende que a medida, caso aprovada de fato, pode gerar ainda mais aumentos no preço na bomba dos postos de combustíveis.

    Técnicos do IBP avaliam que, com isso, as distribuidoras protagonizariam uma corrida às importadoras para aumentar seus estoques, cumprir a regra e evitar multa. Esse movimento geraria preços mais caros na ponta.

    Segundo divulgado pela ANP em seu último boletim, o preço médio do diesel S10, tipo menos poluente, é de R$ 7,66. Já o S500 custa, em média, R$ 7,55 no país. Somente neste ano, o diesel já sofreu quatro reajustes: 8% em janeiro, 24,9% em março, 8,87% em maio e 14,26% em junho.

    Em maio, o então presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, enviou ofício à ANP, emitindo um alerta oficial sobre o “elevado risco de desabastecimento de diesel no mercado brasileiro no segundo semestre de 2022”.

    No dia 27 do mesmo mês, o Ministério de Minas e Energia informou que o país tinha estoque de óleo diesel S10 equivalente a 38 dias de importação. Já na semana passada, o governo federal divulgou que a atual reserva passou para 46 dias.

    Mesmo com a situação aparentemente mais controlada e o risco reduzido, ainda há a preocupação dos impactos de fatores externos no abastecimento do combustível no Brasil, como a guerra na Ucrânia e a temporada de furacões no Golfo do México. Já aqui no país, no segundo semestre, segundo a ANP, costuma ser registrado um aumento na demanda por conta do escoamento das safras.

    Com informações de Elis Barreto e Pedro Duran

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