Black Friday: 59,3% das lojas online oferecem pagamentos com Pix, diz estudo

Facilidade de uso da ferramenta de pagamento instantâneo do BC pode ajudar as vendas, mas analistas alertam para riscos

Pix é mais vantajoso para o lojista em relação a outros meios de pagamento
Pix é mais vantajoso para o lojista em relação a outros meios de pagamento Firmbee.com

Fabrício Juliãodo CNN Brasil Business

em São Paulo

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Em um ano, as transações por Pix já superam as feitas por boletos, TEDs, DOCs e cheques somados, segundo dados divulgados pelo Banco Central.

Um estudo feito pela consultoria Gmattos mostra que a aceitação da ferramenta de pagamento instantâneo do BC deve impulsionar as vendas de e-commerce durante a Black Friday 2021, que acontece nesta sexta-feira (26).

A pesquisa mostra que 59,3% das lojas online do país já utilizam o meio de pagamento. Além disso, muitas delas oferecem algum diferencial para quem escolher o método, como frete grátis e descontos.

Na comparação entre as edições de setembro e de novembro do estudo Gmattos de Pagamentos, a aceitação do Pix pelo comércio eletrônico no Brasil saltou 8,5 pontos percentuais, passando de 50,8% para 59,3%. Esse crescimento deve refletir na Black Friday deste ano, de acordo com a consultoria.

Para Gastão Mattos, cofundador e CEO da Gmattos, ocasiões como a Black Friday mostram que o Pix é mais vantajoso para o lojista em relação a outros meios de pagamento, como os boletos.

“O pagamento via boleto gera potencial transtorno para a loja em datas promocionais, bloqueando a venda de um item em estoque”, afirma.

“A confirmação do pagamento pode demorar de dois a três dias úteis e, em caso de desistência, o que acontece, em média, em 50% dos casos, isso impede a venda para outro cliente no período de propensão ao consumo”, explica.

Especialistas alertam para os riscos

Apesar da facilidade de concluir uma compra com Pix, especialistas ouvidos pelo CNN Brasil Business ressaltam que métodos de transações instantâneas não são os mais indicados na Black Friday.

Segundo eles, o risco de o consumidor não receber estorno em caso de golpes ou compras com valores mais altos do que o correto é algo a ser levado em consideração.

“Evite transações diretas. Apesar de ter uma facilidade maior, esse tipo de transferência torna o estorno mais complicado, diferente do cartão de crédito”, analisa Milene Fachini Jacob, head da área de fintechs do Baptista Luz Advogados.

Milene diz que a forma mais segura de realizar pagamentos de compras online é por meio de um cartão de crédito virtual.

O advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Igor Marchetti também afirma que, em caso de golpe ou pagamento com valor elevado, pelo cartão de crédito é mais fácil solucionar o problema.

O advogado ainda faz uma ressalva para o consumidor tomar cuidado com links recebidos por redes sociais. “É preciso tomar cuidado com vendas por WhatsApp, pois muitos links com promoções enviados pelo aplicativo são, na verdade, captura de dados e fraudes”, avalia Marchetti.

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