BNDES adia exigências de nacionalização de carro elétrico para liberar crédito

Com a flexibilização das regras, montadoras terão até 2029 para alcançar o índice mínimo de 50% de conteúdo local exigido para ter acesso à linha de crédito

Ponto de recarga de veículos elétricos em Londres, Reino Unido19/10/2021REUTERS/Toby Melville
Ponto de recarga de veículos elétricos em Londres, Reino Unido19/10/2021REUTERS/Toby Melville REUTERS/Toby Melville

Eduardo Laguna, do Estadão Conteúdo

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) adiou exigências de nacionalização para liberar crédito à compra de veículos elétricos dentro da linha especial que financia máquinas e equipamentos de baixa emissão de poluentes, o Finame Baixo Carbono.

Com a flexibilização das regras, as montadoras terão até 2029 para alcançar o índice mínimo de 50% de conteúdo local exigido para ter acesso à linha. Pelo regulamento antigo, esse porcentual seria cobrado três anos antes.

A revisão dos prazos foi justificada pelo banco pelos atrasos no desenvolvimento dos produtos decorrentes das restrições da pandemia.

“Com a pandemia, os planos de desenvolvimento e as estratégias das empresas foram impactadas. O regulamento ficou descalibrado com o tempo de desenvolvimento”, explicou Martha Madeira, gerente responsável pelo credenciamento de equipamentos do BNDES, durante apresentação em evento da Anfavea, a associação que representa a indústria nacional de veículos.

A transição na nacionalização dos carros elétricos deve acontecer em três fases. Até dezembro de 2024, os carros elétricos ou híbridos seguirão contando com acesso à linha se tiverem apenas 5% de conteúdo local.

Depois disso, o porcentual exigido sobe para 15%, dobrando para 30% nos últimos dois anos de transição (2027 e 2028).

A linha do BNDES financia para empresas e pessoas físicas até 100% do valor de máquinas de baixa emissão, incluindo motores movidos a biocombustível e a gás.

O limite de financiamento é de R$ 20 milhões, sendo que cada tomador do crédito pode obter no máximo R$ 150 milhões em diferentes operações. O prazo é de dez anos, com até dois anos de carência a depender das condições colocadas pelo banco repassador, que assume o risco da operação.

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