Bolsas da Ásia seguem NY e fecham majoritariamente em baixa após ata do Fed

Banco central dos EUA sinalizou que pode elevar suas taxas de juros antes do esperado, em sinal que derrubou mercados acionários de Nova York

Bolsa de Tóquio
Bolsa de Tóquio Foto: Issei Kato/Reuters

Sergio Caldas, do Estadão Conteúdo

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As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira (6), seguindo os mercados acionários de Nova York, que ontem caíram de forma significativa após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sinalizar que poderá elevar suas taxas de juros antes do esperado.

O índice japonês Nikkei liderou as perdas na Ásia, com queda de 2,88% em Tóquio, a 28.487,87 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi caiu 1,13% em Seul, a 2.920,53 pontos, e o Taiex recuou 0,71% em Taiwan, a 18.367,92 pontos.

Na China continental, o dia foi de desvalorização modesta: o Xangai Composto teve baixa de 0,25%, a 3.586,08 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto cedeu 0,10%, a 2.481,33 pontos.

A exceção foi o Hang Seng, que subiu 0,72% em Hong Kong, a 23.072,86 pontos, em meio a uma recuperação de ações de tecnologia que haviam sofrido fortes perdas no pregão anterior.

O predomínio da aversão a risco na Ásia veio após as bolsas de Nova York caírem até mais de 3% ontem em reação à última ata de política monetária do Fed, na qual o BC americano sugere que poderá elevar seus juros básicos mais cedo e em ritmo mais forte do que se imaginava, diante de pressões inflacionárias.

O avanço do PMI de serviços da China para 53,1 em dezembro, apontando expansão mais robusta do setor apesar de preocupações com a covid-19, acabou ficando em segundo plano.

Na Oceania, a bolsa de Sydney sentiu o peso da ata do Fed, mas foi também afetada por dados mostrando que a Austrália registrou mais de 72 mil novos casos de covid-19 em um único dia, número recorde, em meio à disseminação da variante Ômicron.

Em seu maior tombo desde setembro, o índice australiano S&P/ASX 200 caiu 2,74% hoje, a 7.358,30 pontos.

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