Bolsonaro diz ter “vontade de privatizar” Petrobras e conversa com equipe

“Eu não posso melhor direcionar o preço do combustível, mas quando aumenta [o preço], a culpa é minha”, afirma presidente

Giovanna Galvanida CNN*

em São Paulo

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, em entrevista à Rádio Novas de Paz nesta quinta-feira (14), que irá “ver com a equipe econômica” o que pode ser feito em relação a uma possível privatização da Petrobras.

Bolsonaro também ressaltou que “tem vontade” de privatizar integralmente a empresa e queixou-se sobre ser apontado como culpado pelos aumentos no preço do combustível e do gás de cozinha.

“Eu já tenho vontade de privatizar a Petrobras, vou ver com a equipe econômica o que a gente pode fazer”, declarou.

“Eu não posso melhor direcionar o preço do combustível, mas quando aumenta [o preço], a culpa é minha, aumenta o gás de cozinha, a culpa é minha, apesar de ter zerado imposto federal”, complementou.

 

As declarações vêm um dia após o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), questionar em entrevista à CNN se “não seria o caso de privatizar a Petrobras”, já que a empresa reparte fatia significativa de seus dividendos com acionistas privados.

“Há uma política que tem que ser revista, porque hoje ela não é pública nem é privada completamente. Só escolhe os melhores caminhos para performar recursos e distribuir dividendos. Então não seria o caso de privatizar a Petrobras? É hora de discutir qual é a função da Petrobras no país? É distribuir dividendos?”, disse Lira.

Paulo Guedes, ministro da Economia, também defendeu ontem que o governo possa vender ações da petroleira estatal em momento de valorização dos papéis. Segundo o ministro, seria possível distribuir parte dos ganhos à população mais vulnerável.

Também na quarta-feira (13), a Câmara dos Deputados avançou com um projeto de lei que prevê uma mudança no cálculo do ICMS sobre combustíveis – uma medida cara a Bolsonaro neste momento.

Segundo o texto, o ICMS relativo ao óleo diesel, ao etanol hidratado e à gasolina terá a um valor fixo, “que não esteja sujeito a flutuações constantes, como ocorre atualmente”.

A matéria prevê uma redução no valor do combustível de 8% para a gasolina comum, 7% para o etanol hidratado e 3,7% para o diesel. O projeto segue para o Senado.

*Com informações da Reuters e da CNN Brasil Business

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