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    Caio Andrade nega recomendação do governo para mudar política de preços, diz Petrobras

    Resposta foi dada pelo indicado à presidência da estatal em pergunta feita pelo Comitê de Elegibilidade (Celeg)

    Caio Mário Paes de Andrade
    Caio Mário Paes de Andrade LinkedIn / Reprodução

    Pauline Almeidada CNN

    Rio de Janeiro

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    Em ata da reunião do Comitê de Elegibilidade (Celeg) divulgada pela Petrobras, o indicado à presidência da estatal Caio Paes de Andrade negou ter recebido qualquer “orientação específica ou geral” do governo federal para mudar a política de preço dos combustíveis.

    A declaração foi dada por escrito, após Andrade ter sido convidado para uma entrevista presencial com o Celeg e ter declinado do encontro. No entanto, ele aceitou responder perguntas enviadas pelo grupo.

    Apesar do comunicado do executivo à companhia, na última quarta-feira (22) o presidente Jair Bolsonaro afirmou que, se eleito, Caio Paes de Andrade iria mudar os diretores da Petrobras para dar uma “nova dinâmica” à empresa e alterar a política de paridade de preços de importação “se for o caso”.

    Por 3 a 1, Caio Paes de Andrade recebeu aval do Celeg

    A resposta de Caio Paes de Andrade foi narrada na reunião do Comitê de Elegibilidade dessa sexta-feira (24), quando houve o aval para a eleição dele ao comando da empresa.

    Foram três votos favoráveis e um contrário, vindo do presidente do Celeg, Francisco Petros, representante de acionistas minoritários.

    “Em relação à capacidade de gestão do candidato, com o devido respeito, não encontrei nos documentos disponibilizados o respaldo que me permita formar uma convicção favorável ao candidato”, disse Petros.

    O conselheiro apontou que Andrade é formado em comunicação social, área não vinculada à atuação da Petrobras. Além disso, apontou que a experiência do candidato foi em empresas com menor complexidade que a estatal.

    Antes da análise, o gerente executivo de Recursos Humanos da Petrobras, Juliano Mesquita Loureiro, apontou que a formação não seria um impeditivo final, já que a legislação permite uma análise caso a caso.

    Também foi levantado que Andrade não tem os dez anos de experiência em liderança, preferencialmente, no negócio ou área correlata. Os outros três membros do Celeg entenderam que a palavra “preferencialmente” também não vedaria o nome do indicado.

    Com o aval do comitê, nesta segunda-feira pela manhã (27), o Conselho de Administração vai decidir se elege Caio Paes Andrade o novo presidente da estatal. A posse pode acontecer já no período da tarde.

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