Crise hídrica: preço do desmatamento na Amazônia é falta de chuva, diz professor

À CNN Rádio, Pedro Jacobi afirmou que, diante da crise hídrica, o risco de apagão é real

Região da Bacia do Paraná, que abrange os estados de MG, GO, MS, SP e PR
Região da Bacia do Paraná, que abrange os estados de MG, GO, MS, SP e PR Foto: JOEL SILVA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Amanda Garcia com produção de Joyce Murasakida CNN

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A grave crise energética pela qual o Brasil passa está diretamente relacionada ao desmatamento da Amazônia. Esta é a avaliação do professor titular sênior do Instituto de Energia e Ambiente da USP, Pedro Jacobi.

Em entrevista à CNN Rádio, o especialista afirmou que a baixa histórica do nível dos reservatórios das hidrelétricas está “associada à questão concreta do desmatamento da Amazônia.”

“O preço é a falta de chuvas, temos que entender isso de forma clara e tem que haver acima de tudo planejamento e antecipação, tem que ser cuidadosamente organizado, tem setores que não podem ser afetados por queda de energia, como hospitais e indústrias, o clima está afetando a vida de cada um de nós”, explicou.

Segundo Jacobi, o setor energético “depender do humor de São Pedro é correr risco” e “existem formas alternativas [de geração de energia], tem de aumentar a capacidade dos reservatórios, investir em energia eólica, que tem potencial enorme, aumentar energia solar e todas as futuras formas que surjam.”

O professor reforçou que o período de chuvas ainda vai demorar para começar e “todo o sistema está em alerta”: “Se não chover, o quadro de apagões, corte de energia, vai ser real, não há para onde ir.”

Ele analisa que a “estratégia para reduzir o consumo demorou muito para acontecer, já que os alertas meteorológicos foram em maio.”

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