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    Endividamento de brasileiros cai pelo segundo mês seguido, aponta CNC

    Percentual de famílias endividadas teve queda de 0,1 ponto percentual entre maio e junho; segundo a CNC, a queda foi puxada pela melhora na situação financeira das mulheres

    Números mostram que a queda em junho foi puxada pela melhora na situação financeira das mulheres
    Números mostram que a queda em junho foi puxada pela melhora na situação financeira das mulheres Getty Images

    Lucas JanoneFilipe Brasilda CNN

    no Rio de Janeiro

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    O número de brasileiros endividados diminuiu pelo segundo mês consecutivo em junho deste ano, de acordo com a pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgada nesta quinta-feira (7).

    O percentual de famílias nessa situação caiu de 77,4% para 77,3% entre maio e junho. Em abril, o índice chegava a 77,7%.

    Os números mostram que a queda em junho foi puxada pela melhora na situação financeira das mulheres. Entre elas, o endividamento caiu 0,7 ponto percentual no mês, em comparação com maio.

    Já para os homens, houve aumento do endividamento em 0,3 ponto percentual. No entanto, o índice ainda é maior para as mulheres (80,1%) do que para os homens (76,5%). Além disso, no ano, esse percentual cresceu 10,5 pontos percentuais no grupo feminino.

    A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) de junho aponta ainda que o número de pessoas endividadas caiu tanto nas famílias que ganham mais de 10 salários mínimos (R$ 12.120), quanto nas que têm renda menor do que esse valor.

    Na comparação com o mesmo mês de 2021, houve um salto no percentual de endividados, de 69,7% para os atuais 77,3%.

    Já em relação à inadimplência, que diz respeito às contas em atraso, o índice apresentou, em junho deste ano, a primeira queda desde setembro de 2021: caiu de 28,7% para 28,5%. 10,6% de famílias brasileiras afirmam não ter condições de pagar as contas atrasadas. Esse é o menor percentual do índice em quatro meses.

    A CNC destaca que a maioria (33,4%) dos consumidores que tiveram contas atrasadas em junho não concluíram o segundo grau.

    “O mercado de trabalho está absorvendo trabalhadores com menor nível de escolaridade, mas o rendimento médio achatado pela inflação elevada dificulta a organização do orçamento familiar. Além disso, o avanço recente na informalidade do emprego é outro fator que aumenta a volatilidade da renda do trabalho e atrapalha a gestão das finanças pessoais”, avalia a instituição.

    Maior parte das dívidas em cartão de crédito

    Entre os endividados, 86,6% possuem dívidas no cartão de crédito. O endividamento por essa modalidade acompanhou as quedas dos dois últimos meses e caiu 1,9 ponto percentual em junho.

    De acordo com a CNC, a redução dos gastos no cartão tem como possíveis causas a evolução positiva do mercado de trabalho, com menos restrições impostas pela pandemia, em conjunto com medidas temporárias de suporte à renda, como saques extraordinários no FGTS, antecipações de 13º salário INSS e maior valor do Auxílio Brasil.

    Ainda segundo a pesquisa, consumidores com até 35 anos de idade são o grupo mais endividado no cartão de crédito (88,5%).

    Os dados mostram que, além dessa modalidade, as famílias contraem dívidas, principalmente, por meio de carnês, financiamento de carro, crédito pessoal e financiamento de casa.

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