Entrega mais rápida; ESG: pesquisa lista 10 tendências para o varejo em 2022

Consultoria KPMG espera que empresas implementem novas estratégias em meio à fase atual de reestruturação

Expansão das compras pelo e-commerce deve continuar em 2022
Expansão das compras pelo e-commerce deve continuar em 2022 rupixen.com/Unsplash

João Pedro Malardo CNN Brasil Business

em São Paulo

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O ano de 2022 ainda deve ser de reestruturação para o setor de varejo, segundo a consultoria KPMG. Bastante afetado pela pandemia, as empresas precisaram mudar suas estratégias e se adaptar mais ao digital, e agora precisarão trabalhar novos planejamentos com a tendência de reabertura econômica.

Para Fernando Gambôa, sócio líder de consumo e varejo da KPMG, “a nova realidade exige que as empresas de consumo e varejo implementem estratégias de negócios para atingir o sucesso no próximo ano. Essas transformações serão necessárias e vão atuar de forma impulsionadora para que a demanda do setor continue aquecida”.

A empresa elencou dez elementos que devem ser tendências para o varejo em 2022, ligados tanto à relação com os consumidores quanto às formas de investimento e planejamento das varejistas.

 

Expansão do e-commerce

A primeira é a continuidade de uma mudança de hábitos de consumo vista na pandemia, com uma expansão do e-commerce e dos chamados marketplaces. O principal desafio será manter a qualidade, gerir riscos, prevenir fraudes e aumentar a segurança cibernética no consumo pela internet.

Segurança cibernética

Segundo a KPMG, o aumento no e-commerce foi acompanhado de um número crescente de reclamações, o que afeta a imagem e faturamento das empresas. Com isso, será importante investir mais em segurança cibernética, evitando principalmente fraudes e reduzindo vulnerabilidades e riscos dos sites de compra.

Cliente no centro

Há a expectativa, ainda, que o setor aumento o foco em um tipo de estratégia que coloca o cliente no centro dos processos. Ela envolve aumentar o uso de ferramentas e processos que melhorem a jornada dos consumidores, desde a busca por um produto até a compra e o recebimento dele.

Integração entre os pontos de venda físicos

A análise da empresa é que o varejo ainda está passando por um processo de transformação digital, o que deve levar a mais investimentos na área. Ao mesmo tempo, com a reabertura, há a expectativa de uma integração entre os pontos de venda físicos, que não devem deixar de existir, e digitais.

Continuação da transformação digital

O processo de transformação digital deve envolver não apenas uma integração maior com o varejo físico, mas também um investimento em inovação para melhorar o que já existe no e-commerce. A empresa espera que conceitos como marketplaces – sites que reúnem produtos de várias empresas – ganhem ainda mais espaço, ao mesmo tempo em que questões tradicionais do setor, como carteira de clientes e oferta de crédito precisão ser repensadas tendo o digital em vista.

Menor tempo de entrega

Outro desafio será melhorar a logística de entrega para as compras online. Para a KPMG, o tempo de entrega e o processo pioram conforme há um afastamento dos centros urbanos, algo que ainda precisa ser aprimorado. Junto com isso, as varejistas ficam ainda mais pressionadas ao ofertar prazos de entrega cada vez mais curtos.

Mais concorrência

O setor também precisará enfrentar o surgimento de uma nova concorrência a partir da modalidade de venda direta do fabricante para o consumidor final, que ganhou força durante a pandemia.

Novas formas de investimento

Do ponto de vista dos investimentos, a consultoria espera que o setor continue trabalhando novas formas de atrair e gerar capital, entre eles as aquisições de negócios complementares e de novos investidores.

ESG

A questão da adoção de práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) também deve se tornar uma preocupação maior no varejo, englobando fornecedores, parceiros e até clientes finais. Com isso, a tendência é de buscar intensificar as práticas ESG em toda a cadeia de valor dos produtos vendidos.

Eficiência

A KPMG também espera que o setor invista mais na adoção de tecnologia para atender a questões regulatórias e tributárias. Para ela, o processo, essencial para ganho de eficiência, não tem ocorrido tão rapidamente quanto o necessário.

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