Focus: atividade econômica no Brasil deve ter retração de 6,5% em 2020

A previsão de recessão reflete as incertezas do mercado financeiro em meio ao avanço dos impactos da pandemia da Covid-19 na economia brasileira e mundial

Sede do Banco Central, em Brasília
Sede do Banco Central, em Brasília Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Anna Russi,

do CNN Brasil Business, em São Paulo

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Os economistas do mercado financeiro voltaram a reduzir levemente a previsão para a recessão econômica. A mediana das projeções passou para 6,50% nesta semana, ante 6,54% na semana passada. 

Os dados estão no relatório semanal Boletim Focus, publicado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central, que também traz atualizações para a projeção da taxa básica de juros, a Selic. O documento reúne a estimativa de mais de 100 instituições do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos.

A previsão de recessão reflete as incertezas do mercado financeiro em meio ao avanço dos impactos da pandemia da Covid-19 na economia brasileira e mundial. 

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A estimativa do mercado está em linha com a projeção oficial do BC que vê uma queda de 6,4% para o PIB de 2020. 

Já o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), esperam tombos de 8% e 9,1%, respectivamente, para o desempenho da atividade econômica do Brasil.

O Ministério da Economia, espera que o PIB caia 4,7% este ano. No entanto, a estimativa da pasta levava em conta o fim das medidas de distanciamento social em maio, o que não ocorreu. Na próxima sexta-feira (10), a pasta deve atualizar a previsão. 

O desempenho do PIB neste  ano deve registrar a pior a recessão da atividade econômica doméstica da história brasileira. Atualmente, a maior queda já registrada no PIB foi de 4,35%, em 1990, no  governo do ex-presidente Collor.

Inflação  

A estimativa para o desempenho do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permaneceu estável, em 1,63%. Se confirmada, a inflação de 2020 ficará abaixo do piso da meta. 

Para este ano, o centro da meta de inflação é de 4%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, podendo oscilar entre 2,5% a 5,5%.

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